AFUNDADO EM 6 DE ABRIL DE 2004

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21.3.07

IRAQUE À BEIRA DE UM ATAQUE… DE NERVOS

2 milhões de refugiados; maioritáriamente na Jordânia e na Síria. Isto enquanto o país que os invadiu não está, nem de braços abertos, interessado em receber mais do que uma dúzia, e bem comportados –de preferência com formação em IT.
1,9 milhões estão deslocados pelo país.
50 mil, por mês, é a média dos que querem “zarpar”.
E, 4 anos atrás, a missão estava... completa; só faltava a foto de familia –ainda a ser revelada.
Já aqui escrevi umas coisas sobre o assunto, mas de momento, não sei, mesmo, o que mais escrever. Apenas que me sinto triste com tanta maldade.

18.3.07

QUANDO O POVO NÃO TEM JUÍZO A CRIANÇA É QUE PAGA

O Portugal profundo –perto da terra onde nasci- continua a afundar-se, tal qual uma jangada de pedra! E até o vidente sabia que ela “havia de aparecer viva e de boa saúde”, só não adivinhou onde ela estava.
Perdoai-lhes, menina, que eles não sabem o que fazem!

14.3.07

SE EU FOSSE DE GUIMARÃES

rapava-lhe a bárba, dava-lhe um beijo repuxado e, partiríamos à descoberta do amor, da paixão, do romance, da ternura... enfim, de um campo pequeno e de um globo grande.

ABRAÇAI-VOS UNS AOS OUTROS

como eu vos abraçei! E não toquem discos sem o som dos orgãos, doados pelo povo! E não dêem de comer aos "recasados"! Ide em paz e que o nosso senhor vos acompanhe, (t)Am(b)én!

ELES GASTAM TUDO, ELES GASTAM TUDO E NÃO DÃO NADA!

Ideias não me faltam –abundam tanto que por vezes “sufoco”- o que me falta (como a mais meia dúzia de seres humanos...) é dinheiro (mesmo trabalhando a tempo inteiro, e no país rico e desenvolvido que é a Holanda), para poder (sobre)viver com (sem grande) conforto e pagar as contas. Também não me surpreendem os mecanismos pelos quais as multinacionais poderosas se publicitam usando, mais uma vez, problemas sérios e aflitivos. Este caso –um entre muitos, infelizmente- reforça o paradoxo e reflecte a desumana dimensão da “coisa”.
A campanha “RED”, usada pela Gap, Motorola e Apple (alguns dos parceiros nesta campanha, que inclui, também; American Express, Emporio Armani e Converse) para angariar dinheiro para “O Fundo Global” –estabelecido em 2002- e a sua “luta” contra a Sida, Tuberculose e Malária, com um ex-link (BLOG) RED aqui no Manxa Solar. Por me ter parecido ser uma campanha... com potencial (na minha pouco natural credulidade) até ser informado que os 3 poderosos, acima já nomeados, gastaram uns estimados 100 milhões de dólares na publicitação da sua campanha (que não por acaso usa os seus produtos...) para angariar, num ano, uns miseráveis 18 milhões!!! GAAAAAAAAAAASTAAAAAAARAAAAAAAMMMMM 100 MILHÕES!! ************ (uma dúzia de palavrões bem portugueses para estas bestas quadradas) Bom, se a paridade se mantiver, irão angariar 100 milhões, em cinco anos, para um gasto de... em publicidade: quando se quer ajudar não se pode olhar a gastos!

Sem outro assunto de momento, e muito atenciosamente, despeço-me com os meus melhores comprimentos

Manxa

Nota 1- se a urgência é indiscutível, os métodos para se atingir os fins deixam-me, irremediávelmente, confundido. Entre outras coisas à volta de um adjectivo similar!...
Nota 2: pelo menos Bill Gates (cujo sistema operativo me dá cabo da paciência e do computador) usa o seu dinheirinho (e o seu tempinho) para fazer alguma coisa pelos que ainda não podem dar-se ao luxo de “sofrer” com os seus (de)faltosos programas. Menos mal! Indeed! Indeed, Ladies and Gentlemen!

10.3.07

A POLÍTICA VISTA DO PENÚLTIMO ANDAR – O DE CIMA, CLARO! 2º Direito

Astúcia, do Latim astutia, substantivo (não exclusivo do) feminino: habilidade para o mal; manha; artifício; finura; sagacidade, esperteza; estratagema.
Agir, do Latim agere, verbo intransitivo: actuar; operar; obrar; praticar na qualidade de agente.
Hábil, do Latim habil, adjectivo 2 género: apto; capaz; destro; inteligente; engenhoso; ágil; expedito; desembaraçado; que tem aptidão ou capacidade legal para certos actos.
Civilidade, de civil, substantivo (muito) feminino: conjunto de formalidades que os cidadãos observam entre si, quando bem educados; delicadeza; cortesia; etiqueta; urbanidade.

E por aí abaixo, concerteza!
E por aí acima, também!
Qualquer semelhança com o andar político será pura coincidência?

Andar, do Latim ambitare, freq. de ambire v. tr. e int., dar passos; jornadear; caminhar; divagar; funcionar; mover-se, percorrer; decorrer (o tempo); fig., passar (a vida); sentir-se; comportar-se; proceder;
s. m., andadura; pavimento de uma casa; piso de um prédio; camada.

- à corda: andar submetido a alguém;
- à nora: andar desorientado;
- a monte: andar foragido;
- sobre brasas: andar muito preocupado;

ant.,
- à espada: morrer ou matar às estocadas.

A POLÍTICA VISTA DO ÚLTIMO ANDAR – O DE BAIXO, CLARO! 1º Esq.

Polítiké, do Grego, é um substantivo (pouco) feminino: ciência do governo das nações; arte de dirigir as relações entre os Estados; princípios que orientam a atitude administrativa de um governo; conjunto de objectivos que servem de base à planificação de uma ou mais actividades. No sentido figurado: astúcia; maneira hábil de agir; civilidade.

Ciência, do Latim scientia, substantivo feminino: conhecimento rigoroso e racional de qualquer assunto; corpo de conhecimentos, sobre um determinado tema, obtido mediante um método próprio; domínio organizado do saber;
conjunto organizado de conhecimentos baseados em relações objectivas verificáveis e dotados de valor universal; o conjunto das ciências; o universo da ciência; instrução; erudição; saber fazer; arte, técnica.

-ciências aplicadas: aquelas em que a pesquisa visa uma aplicação;
-ciências exactas: as matemáticas;
- ciências humanas: as que estudam o comportamento do homem, individual ou colectivamente;
- ciência infusa: a que se supõe vinda de Deus por inspiração;
- ciências morais: as que estudam os sentimentos, pensamentos e actos do homem;
- ciências naturais: as que estudam os fenómenos e os seres que constituem o mundo físico, a Natureza;
- ciências sociais: aquelas cujo objecto de estudo são os diferentes aspectos das sociedades humanas.

Arte, do Latim arte, sendo (mais) um substantivo feminino: conjunto de preceitos ou regras para bem dizer ou fazer qualquer coisa; tratado, livro que contém esses preceitos; artifício; ardil; faculdade; talento; habilidade; ofício; profissão; indústria; diabrura.

- abstracta: arte que procura representar a realidade abstracta e não as aparências da realidade tangível;
- maior: utilização do verso de nove sílabas com acento na 3ª, 6ª e 9ª sílabas;
- figurativa: arte que retrata, de qualquer forma, alterada ou distorcida, coisas perceptíveis no mundo visível;

nobre -: pugilismo;
sétima -: cinema;
-artes liberais: as que dependem essencialmente da inteligência e do estudo;
-artes mecânicas: as que dependem do trabalho manual ou mecânico;
Belas-Artes: as que exprimem o sentimento estético, tais como a arquitectura, a escultura, a pintura, a música e a poesia;
-artes mágicas: magia;
-malas artes: manhas delituosas, ardis pouco claros.

Princípios, masculino e plural de princípio, do Latim principiu: momento em que alguma coisa tem origem; início; começo; origem; causa primária; matéria constitutiva; agente natural; razão; base; regra que se funda num juízo de valor e que constitui um modelo para a acção; regra; lei fundamental; preceito moral; máxima; sentença;

Filosofia, verdade fundamental sobre a qual se apoia o raciocínio;

Lógica, primeira proposição, posta e não deduzida de nenhuma outra, que estabelece o ponto de partida de um dado sistema dedutivo; axioma; postulado; premissa; proposição ou noção importante à qual está subordinado o desenvolvimento de uma ordem de conhecimentos;

Física, enunciado de uma lei geral não demonstrada, mas verificada nas suas consequências;

Química, constituinte que exibe ou partilha uma qualidade característica;

(no pl. ) rudimentos;
(no pl. ) educação;
(no pl. ) instrução;
(no pl. ) antecedentes;
(no pl. ) primícias;
(no pl. ) primeiras épocas da vida.

Objectivos, masculino plural de objectivo,

adjectivo, relativo a objecto; que tem realidade fora do nosso espírito; que se fundamenta na experiência; que trata apenas do objecto, da questão em si, sem misturar ideias ou sentimentos pessoais;

Gramática, designativo de complemento directo;
s. m.,
alvo ou fim que se quer atingir;
objecto de uma acção ou ideia;
propósito;
intuito.

25.2.07

1966 - 2007 JL Viana da Silva

Que o Zéfiro vento te leve às paisagens eternas; onde as palavras têm outro significado, e os rebeldes descansam em paz!

16.2.07

VERANO AZUL

Que saudades desta série de televisão, espanhola, magnífica!!!
Chanquete, o velho marinheiro, Piraña, Quique, Pancho, Javi, Desi, Julia, Tito –o mais pequeno da pandilla, e Bea –a quebra corações.
Aventuras que nunca perderão a sua magia!
Muchas Gracias

15.2.07

O JUÍZ DITOU:

A Zâmbia têm de pagar!
Porventura entre 10 a 20 milhões de dólares; "God shave the Queen!"

"Alô Bob, queres fazer mais um Live Dai Daí Dai? Eu até pago para ir tocar; fazia-me cá um jeito, pá!"

EU DOU, TU DÁS, ELE DÁ, NÓS DAI...

Isto de economia, de fundos de maneio, e de bonús bilionários, entre outras coxas, está sempre a surprender-me – apesar de ler o mais que posso sobre . E a última surpresa foi, sem dúvida, uma daquelas coisas de bradar –é a economia, estúpido, pensei! Mas, para abreviar o caso, somente o exemplo que hoje será julgado por um juíz do Supremo Tribunal em Londres: a dívida da Zâmbia à Roménia. Em 1979, o governo Romeno concedeu um empréstimo monetário à Zâmbia, de 15 milhões de dólares, para comprar tractores made in Roménia. Como a Zâmbia não conseguia fazer os pagamentos todos, e a tempo e horas, foi negociado um acordo com a Roménia para a liquidação da dívida pela quantia de 3 milhões de dólares. Mas antes que o acordo fosse finalizado, um dos “vulture funds” do Consultores de Dívidas Internacionais (Debt Advisory International -DAI- dai???) entrou em cena –business as usual- e comprou a dívida ao governo Romeno por menos de 4 milhões de dólares. De seguida, apanharam um “London Cab” e directinhos foram para o tribunal da “Good Hour”, à Lapa, e zás, processaram a pobre Zâmbia, não pelos 3 milhões que tinha ficado “tácitamente” acordado, mas pelos originais 15 milhões mais juros de mora -e atrasos de comboio, avião e bicicleta- e que ronda os 40 milhões de dólares.

Estou aberto a qualquer explicação científica que me possa elucidar, já que o meu cérebrozinho nunca foi muito dado à inteligência; muito menos a artificial.

p.s. PAGUE JÁ AS SUAS DÍVIDAS, ANTES QUE ESGOTEM!

Fonte: BBC 2 – Newsnight

Outras ocorrências:o Peru, que em 1996 foi ameaçado de ir à banca rota (adoro este termo) caso não pagasse; o Hedge fund Elliott Associates L.P. comprou a dívida por 11 milhões e foi “premiado” com 58 milhões.

Mais recentemente, já depois da Argentina, foi “entalada” a Républica do Congo em 400 milhões de dólares por uma dívida que foi comprada por 11 milhões de dólares.

A definição da coisa.

Nota final: Até parece, mas não é. Verdade!

14.2.07

PAULO NUNES BATISTA

"Ariano Suassuna deu uma entrevista no rádio dizendo que o USA não precisava mandar bomba, torpedeiro, nada disso, porque já tinha mandado Michael Jackson e Madonna. Dominando um povo culturalmente já dominou o resto, um povo sem cultura é um povo escravo." in A NOVA DEMOCRACIA (online)

ESQUECIMENTO GLOBAL

Até que enfim, começou a ver-se a luz ao fim do túnel. Não sei se chore ou se ria, se fique orgulhoso ou corado. Mas não é que, afinal, uma parte da humanidade começa a acordar para o futuro; isto enquanto a maior parte anda entretida a “esgravatar” o que pode.
Al Gore, a Madre Teresa do “establishment”, anda a pregar aos quatro ventos que os furacões vão ficar fora do controlo humano, que os termómetros vão ficar sem mercúrio, que o “take 19” e o “corta 21” não aparecem nos filmes por razões estéticas, que os heróis são precisos mais do que nunca, e que ele não teve nenhum “caso” com a Mónica –apesar de ser o segundo em linha.
Poderia ser mais ousado, e apresentar os factos todos; citações, investigações, documentos, bilhetes de identidade, mas, honestamente, não me lembro de mais nada.

DIZ-ME COM QUEM ANDAS E DIR-TE-EI QUE SAPATOS CALÇAS

É o ritmo a que a vida se desenrola que irá enlouquecer a humanidade; não há tempo para absolutamente nada... a não ser para beber socialmente, correr para apanhar o metro, que roupa vestir, com quem não sair, se o telemóvel está lá, se o perfume perfuma que chegue, se o micro-ondas pode cozinhar mais rápido, se o trabalho vai aumentar e o ordenado diminuir, se o cartão de crédito têm crédito, o que escrever no blog, se as bananas são ou não de plástico, enfim, se a missa é de corpo presente. E a pressão dos sistemas sociais, cada vez mais banais, que nos sairam em sorte grande - com ou sem terminação, que já é coisa de somenos - esvaziam, lentamente, o essêncial em favor do sucesso, o colectivo em favor do habilidoso, o artista em favor do espectáculo.
E já quase todos sentimos uma certa dose desta loucura... mas a dose aumenta, e propaga-se como fogos de verão ao ritmo de “lambadas”, “passo doble”, “tango” para, terminar em “fadinho” boémio.
No entanto, só quem viveu a pobreza sabe que a riqueza não é justa, nem que as soluções serão legislativas; quem nunca foi pobre não poderá, nem sequer imaginando, saber qual a verdadeira dimensão da tragédia humana que perpassa vidas, gerações, genes, sem piedade alguma.
Bom, sempre há um tempinho, e aproveita-se o que se pode.