AFUNDADO EM 6 DE ABRIL DE 2004

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7.9.04

PRA MELHOR ESTÁ BEM ESTÁ...

Passou-me pelos olhos (cheguei a pensar que era eu a passar pelas brasas…) uma noticia dos tempos modernos; já poucas coisas me espantam, e esta muito menos.
A dita noticia dizia respeito a um construtor de veiculos automóveis que, devido a dificuldades financeiras (dizem eles), propôs aos seus trabalhadores aumentar de 35 para 40 horas o trabalho semanal sem que por isso lhes fosse dada qualquer compensação extraordinária: extraordinário, não é?
Será que também vão pedir aos pobres dos accionistas maioritários para doarem metade das suas fortunas aos accionistas minoritários?
Irão pedir aos compradores dos seus veículos automóveis para, em vez de 4+1, só levarem 3-2 pneus?
Ou, em vez de assentos estofados uns banquinhos em madeira?
Claro que tudo isto são suposições minhas. E sem ofensa. Inclusivé, e porque já há tantos anos que ando em dificuldades financeiras, cheguei mesmo a pensar, invertendo os papéis é claro, propôr o mesmo à minha entidade patronal (que nome mais bonito); é que assim teria mais tempo livre que poderia usar para aviar mais uns trocados: noutro emprego... ou até no mesmo. É tudo uma questão de matemática, não é?

Viva a democracia!
Viva a falência!
Viva o capital de risco!

P.S. Ò Sr. Primeiro Ministro, com tantos problemas, quero dizer –carga de trabalhos- para resolver dê lá uma vista de olhos pela ideia, a ver da sua aplicabilidade (ou habilidade) na Assembleia da República. O país ficaria muito grato e a produtividade certamente aumentaria. E não só...

17.6.04

(SE) PORTUGAL FUNCIONA A ÁLCOOL (a inspiração)

Por que não também os carros, os comboios, os camiões, etc. Ficariam todos muito mais felizes!

Os proprietários dos restaurantes, cafés e casas similares, incluindo as de passe e trespasse, que podiam criar anexos – tipo bombas de vinho – para dar de beber aos carros, também.
As escolas de condução (porque ninguém aprende nada quando pode comprar – eu sei-o por experiência própria, e porque trabalhei numa) teriam muito mais clientes e o negócio seguiria de vinho em pipa; bastaria o apelo marquetista etilista: "venha tirar a sua carta de condução connosco que o vinho está incluido - Nota:IVA à taxa de 17% e a TA à taxa que você quiser".
Os produtores de vinho (vulgo lavradores) que se poderiam orgulhar, e vangloriar, de darem um maior contributo para o crescimento, e robustecimento, da economia portuguesa do que o Primeiro Ministro Guterres, que pelos visto ainda não percebeu que por ser primeiro ministro tem de governar o país e não comportar-se como um seminarista (ainda há disso?) que depois de (noite-após-dia-após-tensão-após-televisão) pecaminosamente se masturbar, e perante a eminência do castigo divino, ergue o olhar para os céus e diz: «Perdoa-me meu Deus, que pequei.» Ou:«Seja o que Deus quiser». Ou: «Oh! Meu Deus, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.» Ou no inferno meu caro; apesar da tua assumida cristandade vais lá parar, que a justiça divina (?) é mais eficiente, clarividente, rápida e assumida do que algumas cá por baixo.
A RTP recuperaria as audiências perdidas através de um hipotético programa - in fluenciado na Holanda mas com sabor tropical - concorrente ao big-coisa, que se intitularia: "SICURA NÃO" e promovido, com cara off, pelo Hermano Saraiva de Carvalho como voz de fundo a imagens sobre a degustação, em levedura crescente, de cerveja, e com o pregão: «À gente não gosta de Taxar Vinho Importado porque o que é nacional é qué Bão: tá bebendo, tá esquecendo, tá ajudando à viver, tá vendo mais do que é... é SICURA NÃO, com o patrocínio esclusivó da cervêja EMIRAN.»
As listas de espera dos hospitais seriam sériamente encurtadas criando-se para a o efeito, por d-efeito da república, os postos AME - Assistência Móvel à Espera - que se encarregariam de distribuir, mediante comprovativo de espera autenticado, garrafas de álcool etílico para pré-paração cirúrgica à população esperantil – usar-se-ia esta questão como moeda de pagamento à Indústria Farmacêutica, na não limitação do consumo, para fins farmacêuticos claro, de álcool ordinário, vulgarmente conhecido por Des-infectante, e seria atribuido o monopólio de distribuição, sem consulta prévia, aos MC -Médicos de Congressos.
A Assembleia da República porque poderia, e a passo da expressão, dar o exemplo, e como medida QC 00 (Quo-Ciente e Quorum-Cívica)distribuiria aos deputados mais assíduos na defesa dos interesses do país -se os houver; de países terceiros -que os há; de interesses particulares dos seus constituintes e pessoais -que nem sempre são visíveis à vista desarmada, metade do seu vencimento peculiário em géneros vinícolas vindos directamente da província, e a Título meramente excepcional por grandes favores prestados à pátria a CCB - Comenda do Cabaz de sº Bento, composta por um sortido dos melhores Queijos regionais, um Boião de mel de jardins atlânticos, também regional, e um Fim-de-semana, com alojamento, transporte e alimentação pagos, em Marrões por altura das festas locais.
Por último, livrar-se-iam de um imbróglio diplomático com a Santa Sé por terem recebido um ateu da Lama - usariam esta questão como moeda de troca, também, na não limitação do consumo, para fins eclesiásticos claro, de vinho benzido, vulgarmente conhecido por Benzina, assim como a atribuição do monopólio de distribuição, aos fiéis mais carenciados, do Consumo Minimo Garantido às respectivas paróquias: registadas e tributadas.
(«Vamos longe, vamos...» M.S.Tavares )

PS: A produção mental está-lou, aparentemente.
PCP: A produção mental continua operática, aparentemente.
PSD: A produção mental têm sido oposta, aparentemente.
CDS-PP: A produção mental eleita será, aparentemente.

30-11-01, após a leitura do texto (intitulado: Portugal Funciona a Álcool) de António Marques (Mem Martins) in Público

14.6.04

MISS EUROPA

Mais umas eleições sem votar.
VOTO EM BRANCO? Não, obrigadinho.
Não voto até que apareça um político que pense como eu; provavelmente terei de dedicar-me à politica. Mas para já não, tenho outros planos mais sonoros. Ou até que venha um terramoto politico que arrume com esta classe rasca (a verdadeira) que me dá asco e vómito constantes. E se vou por aí ainda sai um romance sem adjectivos educativos. É: «Rien, rien mon fis.»
Mas continua tudo muito engraçadinho. Enquanto os vencedores (até parece que ganharam o jackpot –quem sabe...) festejam com a habitual discrição, os derrotados (coitados, vão morrer desempregados e de fome) dizem que é tempo de pensar. Pois é, isto do pensamento politico têm muito que se lhe diga: se falassem menos e pensassem mais... Provavelmente haveria menos inaugurações, mas seriam de melhor qualidade e com muita poupança; para investir nuns submarinozitos, ou num condominio fechado para os nossos eurodepu(r)tados –sempre dá um ar mais respeitável, e quem sabe conseguem mais uns centavos pra desenvolver o nosso desenvolvimento.
E a miss europa é... uma americana!!!
Eu teria preferido uma francesinha.

13.6.04

A PRESSÃO DA PANELA

Enquanto o povo português se rendeu, incondicionalmente, ao verde/vermelho da nação Lusitana, os jogadores (não todos), mais uma vez –e dói mais do que a derrota- demonstraram uma falta de união e de profissionalismo coerente com as minhas expectativas. A pressão, de que tanto se fala, se existe é porque eles assim o querem nas suas cabecinhas. O povo, como povos de outros países, o que quer é uma festa bonita: e mais vale perder jogando bem, do que ganhar jogando mal – digo eu como português sem querer pressionar ninguém. Para bom entendedor meio campo não chega, e para o Scolari o conselho de deixar no banco quem está cansado. Vamos jogar com o coração, é isso que o povo português quer –CORAÇÂO- não –PRESSÂO. E se tivermos de perder e ficar pelo caminho, que seja ao nivel dos craques que vestem as camisolas de Portugal; e o povo baterá palmas no fim e chorará como quando se ouve o fado.

31.5.04

A VELHA EUROPA VERSUS A NOVA AMÉRICA

Quando velhos amigos começam a falar de sexo, de repente um conclui que outro andou a dormir com a mulher dele… E bons amigos tranformam-se, senão em inimigos, pelo menos ausentes para um dialogo razoável –excepções podem ocorrer…
E é o que se passa entre velhos aliados que nunca, ao que parece, foram capazes de engolir o orgulho (muito menos velhas espadas). Mas, sejamos honestos para com a realidade: é tudo por causa de um senil –velhos e novos- grupelho de politicos que deveriam ser condenados a prisão perpétua (a cumprir num outro planeta -como cobaias). Pessoas sem qualquer senso de justiça, que arrastam nações inteiras para impressionantes estados mentais de completa irracionalidade. Lembram-se da máquina de propaganda Nazi? Lembram-se de como Hitler arrastou continentes inteiros para a sua guerrinha? Com que intenções? Com pequenas diferenças, os fins estão sempre cheios de mortos e boas intenções.
O que pode fazer, por exemplo, o povo Angolano, para trazer à justiça internacional os governos Americano, Inglês, Francês e Português que foram cumplices, não somente do ditador Eduardo dos Santos, como do falecido Jonas Savimbi, no negócio (bela palavra) de compra e venda dos recursos naturais –petróleo, diamantes (Senhoras, está na hora de dizer não a tal luxo -sem aparente utilidade...parece-me)- por armas que são usadas para matar, e mutilar (as maravilhosas minas terrestres, e cujo tratado de não proliferação os Americanos não querem assinar) maioritariamente civis -adultos e crianças indiscriminadamete- numa guerra DESUMANA e GRATUITA (erradamente adjectivada de civil, e por demais longa). E todos sabemos o quanto este povo tem sido morto à fome e escorraçado sem descanso. E todos sabemos o quanto eles terão ainda de sofrer até que as suas vidas possam ter um pouco mais de humanidade e respeito. E todos sabemos ao luxo que os poucos que fazem parte da elite governante se podem dar enquanto nas ruas da sua capital crianças pedem esmola e comida, e bébés morrem por falta de vacinação. E todos sabemos que só precisamos de apontar no mapa-mundo para localizar tantos mais paises (demasiados) com a mesma maldição. Mas desde que nenhum destes miúdos deixe a sua terra-natal para desviar um avião com o intuito de matar inocentes na América, na Europa, ou... o seu destino será aquilo que os hipócritas e sebentos que dirigem as grandes corporações, com a benção dos governos, quiserem que seja: miséria, degradação, fome e, por ultimo, a morte certa; anónima, porque as suas vidas não valem um cêntimo do que as do ocidente valem. Mais exemplos? Não, muito obrigado: não seria de interesse e, em última instância, seria muito aborrecido. Tornou-se muito mais apelativo revê-los nos cinemas-multiplos (comendo baldes X-Large de pipocas ao bom estilo Americano), através dos chamados blockbusters cheios de efeitos especiais, explosões, e cenas muito sexy… tal como na vida real.
No fim, tudo não passa de deixar a criança que cada adulto traz em si tomar conta das nossas vidas!!! Equanto a Agenda é ditada por politicos democráticamente eleitos, assim como por ditadores que, sabe-se lá como, jantam (EXCESSIVAMENTE) à mesma mesa nas intermináveis viagens à volta do mundo, nos acordos sem utilidade alguma, nos forums para surdos (com respeito pelos que o são de verdade) e nas promessas sem conteúdo. “What a wonderful world…” não é Louis?
Isto foi só um arranhão à flor-da-pele. O problema vai muito mais fundo na psique humana: era tudo por caussa do sexo e da sobrevivência; é, agora, tudo por causa do sexo e do poder. Nada muda: nunca mudou, nuca mudará.
Pelo menos isto deve de nos manter ocupados… a falar de sexo. E eu? “…I’m a dreamer, but I’m not the only one…”

26.5.04

UMA, DUAS, TRÊS...

Será para a próxima!!! E foi assim que o meu querido Porto trouxe mais um titulo internacional para... Portugal. Só não gostei foi de ver o Durão a anular compromissos para estar lá: sabe-se lá porquê... Enfim!!! Apesar de estar extasiado, não queria começar a sonhar, já, com o outro titulo europeu... Vamos lá rapazes, se eu fosse jogador até pagava para jogar pela selecção do meu país.

15.5.04

DESCULPEM LÁ QUALQUER COISINHA

O problema do nosso ocidente é não querer perceber que quando se cospe para o ar nem sempre se pode escapar de levar com o cuspo na cara: tantos são os atropelos contra os direitos humanos. Ser conivente, por não tornar públicas as criticas, também é crime, e não pode haver interesse económico que seja maior que a vida (os precedentes são perigosos e imprevisíveis) e o direito internacional. Uns são cometidos pela calada da diplomacia, outros à vista desarmada e de arma em punho. Mas quando a factura/recibo com a conta chega ninguèm a quer pagar. Mais, apesar de ser-mos desenvolvidos (em quê? boa pergunta), o que implicaria mais inteligência e bom senso (o que é que são essas coisas? outra boa pergunta) comportamo-nos (senão pior) precisamente como os que tentamos “endireitar” (a todo o custo). Só que esses, e segundo a terminologia ocidental, estão em vias de desenvolvimento e têm, ainda, um longo e penoso caminho pela frente. Como teve o ocidente, que apesar de viver, maioritariamente, em democracia há já muitos anos ainda não é assim tão perfeito (nem para lá caminha - a sombra do niilismo, porventura…) porque pensam que é como esfregar a lâmpada de Aladino e pedir ao génio 3 desejos: paz, prosperidade e bom sexo para todos.
Seria bom que aferissem a balança onde pesam (e promovem) a justiça mundial. Ou global: basta lembrar Guantanamo.
Entretanto, mais um inqualificável crime; como tantos perpetrados no passado, e por todas as nações: a decapitação de um americano no Iraque. Mas alguns são mais porque vieram a público. Eles chocam, e fazem-me pensar: “Aprenderemos a lição algum dia? Será isto um prenúncio do futuro que nos espera?"
Depois deste cruél crime, a tortura desumana de prisioneiros iraquianos (na mesma prisão em que eram torturados pelo outro) às mãos das patrióticas tropas americanas foi relegado para segundo plano. O que é conveniente, porque, ao que parece, as outras fotos –muito mais aterradoras- talvez (não) venham a público... se a Casa Branca assim o entender.
E na Palestina e em Israel, tudo continua coerente com o passado recente: Eu mato, Tu matas; morre um Inocente, morre um Criminosos; Eu acuso, Tu acusas. Mas se, no passado, Israel teve razão, não a têm mais –tanto o sangue inocente derramado. Mas se, no passado, a Palestina teve razão, não a têm mais –tanto o sangue inocente derramado. Usando, agora, uma metáfora, este conflito é, em tudo, semelhante à relação-tipo HOMEM/MULHER: o macho esmurra, a fêmea esbofeteia; o macho quer submissão, a fêmea quer independência... e por ai fora.

NOTA FINAL: A diplomacia é, muitas vezes, uma atitude criminosa. Mas se os objectivos forem maiores (que paradigma) então use-se a diplomacia pensando nos resultados positivos a longo prazo; como os pais que se sacrificam pelo futuro dos filhos, também os politicos fariam bem em... pelo futuro da humanidade.

10.5.04

OLH'Ó PASSARINHO

…QUERO DIZER, AS FOTOS SÃO VERDADEIRAS MAS NÓS NÃO SOMOS ASSIM… QUERO DIZER, NÃO SÃO TODOS MAS APENAS ALGUNS, E QUE DEVEM DE ESTAR A SOLDO DO INIMIGO…QUERO...
O que será mais grave: as fotos? os factos? serem casos isolados? serem casos idênticos a casos do passado passados na mesma casa? os pedidos de desculpa? Creio que não será novidade nenhuma que estamos, já, tão habituados a bater no ceguinho, que quando o ceguinho decide trazer a máquina fotográfica para mais tarde, quando se curar da cegueira, recordar, desatemos todos... a bater-lhe ainda com mais raiva. Pois é pena que não haja um outro Guantanamo, talvez para os lados da Coreia do Norte, para lá meter os Coligados.
Claro que o capitalismo não se compadece; passaria a ser exotismo se se... Esta é uma atitude (não se pode chamar guerra, pois nem declarada foi) capitalista do tipo: joint-venture. E têm uma grande vantagem: depois de uma oferta hostil, nacionalização a correr, foi (ainda o fogo não estava extinto) entregue (de bandeja, creio) ao sector privado para coerente capitalização. E todos saiem a ganhar; pelo menos em teoria diplomática.
Ah! Pena que nós não tenhamos o mesmo tesão para amar como para o sexo!

14.4.04

SOBRE O 11 DE SETEMBRO

Dizem que o mundo não mais será o mesmo. Mas é assim desde que o planeta existe; de quando em vez algo acontece, provocando profundas mudanças em tudo... menos no ser humano. Este continua a sua peregrinação em direcção à estupidez absoluta, há muito prometida, e, desde sempre, garantida.
22-09-2001

ESTA MINHA DOR DE COTOVELO...

Sempre me causou perplexidade, mesmo dor de cotovelo, as despropositadas celebrações comemorativas de vitórias eleitorais. Irracional? Talvez... mas não tanto como isso. Partindo do pressuposto de que governar, seja o que for, não é tarefa fácil e para qualquer um, creio que a haver celebração alguma, esta deveria dar-se no final, e tendo como base os resultados positivos alcançados... para todos... Mas tal não aconteceu, ainda (talvez um dia) evidenciando o que há muito é do conhecimento, em regime de exclusividade, dos (des)governados: nem os próprios políticos se levam a sério. Mas, este meu básico raciocínio, será totalmente desapropriado, se os figurões eleitos estiveram a celebrar o acesso ao tão sonhado PALCO DAS REVELAÇÕES: esse espaço aberto onde é possivel encenar, em regime de exclusividade também, as grandes tragicomédias desde os tempos mais remotos; tudo em nome de uma tradição que não se quer quebrada, principalmente em democracia, e cuja única exigência para admissão de candidatos é, tão somente, a de quererem muito. Muito mesmo!!!

9.4.04

UMA IDEIA BRILHANTEMENTE ANTIGA PARA ACABAR COM O DESEMPREGO

Pensei muito antes de me aventurar por estes caminhos que agora comecei a desbravar. Pensei tanto que fiquei à beira de um esgotamento financeiro –quando se pensa muito não se aparece no trabalho... Mas valeu a pena. Descobri a solução para o desemprego mundial, e, consequentemente, para o aumento da nossa qualidade de vida. E é tão simples que não compreendo porque não se optou, ainda, por esta opção... óbvio, não é? Mas deixemos de parte os entretantos e passemos à dita solução:

· GUERRA TOTAL

E como é que seria possivel suceder, com total sucesso é claro?
Em primeiro lugar, como a maior parte da mão-de-obra necessária, para andar aos tiros, não necessita de qualquer formação profissional, resolver-se-ia o problema crónico da falta de educação. Depois, como a probabilidade de morte certa é da ordem dos cem por cento, acabar-se-ia, de uma assentada, com:

· A REFORMA POR VELHICE, INVALIDEZ E ANTECIPADA, E, COMO TAL, SERIA EVITADO O COLAPSO DA SEGURANÇA SOCIAL
· A ESCASSEZ DE ALIMENTOS
· A NECESSIDADE DE HABITAÇÃO SOCIAL
· OS PROCESSOS JUDICIAIS
· A SOBRELOTAÇÃO DAS PRISÕES
· A INVIABILIDADE VIÁRIA
· A NECESSIDADE DE CAMPANHAS ELEITORAIS, ELEIÇÕES E GOVERNOS
· A NECESSIDADE DE HOSPITAIS
· OS PROBLEMAS AMBIENTAIS, QUE PASSARIAM A SER UM ASSUNTO MENOR, COMPARATIVAMENTE
· AS CONSTRUCÇÕES ILEGAIS
· ETC

À mão-de-obra especializada: universitária, técnica, sedentária, profissional, seriam atribuidas as tarefas logisticas e de manutenção.

As políticas e políticos, por sua vez, encarregar-se-iam da organização, colecta e redistribuição dos lucros do jogo obrigatório das apostas, assim como de manter os niveis minimos de reprodução.

Os artistas, como habitualmente, entreteriam, ao vivo, os combates belicosos, conforme as preferências artísticas dos combatentes.

Os diversos representantes religiosos zelariam pelo bem estar espiritual dos seus crentes, e ficariam responsáveis por alimentar e atiçar a lenga-lenga habitual: o meu deus é melhor do que o teu. As re/conversões seriam suspensas por tempo indeterminado.

As bolsas de valores passariam a cotar, exclusivamente, acções de guerra: inevitávelmente mais seguras e lucrativas para a economia mundial, e todos sairiam a ganhar; especialmente os herdeiros, que teriam o futuro garantido.

Os recém-nascidos ficariam em estado de alerta permanente, tendo em vista uma possivel necessidade de evacuação para outro planeta, mas somente em caso de as coisas darem para o torto.

NOTA: Qualquer semelhança com factos reais será pura coincidência
2004-04-09

O ATESTADO MÉDICO DA NAÇÃO

Por muito que os especialistas falem na tv e na radio, escrevam nos jornais e nas revistas, por muito que se dissequem razões que nem a razão conhece, por muito que em fatos e gravatas se escondam (o mau hálito e o estado de decomposição mentais são impossiveis de camuflar) o certo é que o estado da nação é da total responsabilidade dos alarves que estão e ou passaram pelos governos, oposições e ditaduras sem deixarem rasto de gente; tão somente de pulhice e de pilhagem –resta, apenas , uma mão cheia de boas almas (e já descansam em paz… creio, ou mudaram de árvore): “está tudo como dantes no quartel de Abrantes”.
O povo, esse, coitado, o que quer é ter companhia na cama para passar os rigores do inverno mais aconchegado, e umas punhetas de bacalhau no prato para aguentar as necessidades creativas com que têm de se apetrechar para viver na solarenga Lusitânia. Mas continua a produzir alguma da cultura mais fantástica que se faz por esse mundo fora (fruto de muito suor e dor) -apesar da sua maioria não sair de portas. Mas isso deve-se a circunstâncias que nada tem a ver: quer com a qualidade, quer com a vontade dos criadores.
2004.03.04

6.4.04

SE ISTO É SER PORTUGUÊS...

Que há vitimas de abuso, violação e exploração sexuais, parece-me por demais evidente; infelizmente não é um exclusivo português.
Que há pessoas criminalmente imputáveis por esses actos, cabe à policia investigar e prender; cabe aos tribunais julgar, absolver ou condenar; e cabe à sociedade em geral, o respeito pelo sofrimento que as vitimas (de ambos os lados) carregam e acumulam.
Mas que há um hipócrita, nefasto e aberrante efeito secundário, provocado por certa comunicação-social no seu ébrio frenesim, que trancende os limites dos limites (isto para não pôr em causa –porque nem merece tal atenção- quer a deontologia, quer as capacidades profissionais de jornalistas, quer os motivos –óbviamente comerciais- dos próprios média) e que não podemos esquecer, tão pouco perdoar. Mas que há um hipócrita, nefasto e aberrante efeito secundário, provocado pelas politiquices de seres cerebralmente mortos, não tenho a menor dúvida.
Mas que há um hipócrita, nefasto e aberrante efeito secundário, provocado por seres que se crêm intocáveis (não o serão por muito mais tempo, creio com optimismo) não tenho a menor dúvida.
E cabe à sociedade, uma vez mais, erguer os sinais de: PISO ESCORREGADIO, FALÁCIA PROIBIDA e STOP.
Por último, não compreendo como se pode ser tão insensível -brutalmente insensível- ao sofrimento de menores, já de si fragilizados por não terem uma infância normal, e por estarem em instituições que, como é evidente, mais não são do que prisões sem grades, sem carinho, sem nada mais do que uma circunstância. -Será isto o outro lado da moeda dos brandos costumes? Plagiando Almada Negreiros: Se isto é ser português, então eu quero ser espanhol! 30.10.2003

QUEM SEMEIA VENTOS PODERÁ (ES)COLHER (DE)LÍRIOS

As sociedades, pela sua diversidade e pelo direito (não falha técnica) à sua (+-) pacífica existência, com as regras, tradições, culturas, etc, que adoptam, ou que herdam, devem auto regenerar-se sem interferências externas. Salvo as situações de actos (reais) de guerra. Tudo o resto é diplomacia de treta, direito internacional torto e imposições de modelos que, como é óbvio, só funcionam para quem os criou… Isto a propósito de todo o barulho -muito dé(ci)bil- recente (já a ficar fora do prazo de validade) em torno de (mais) um ditador. Mas há assuntos bem mais urgentes e graves: milhões de humanos vítimas de malnutrição (para ser suave), de SIDA, e, também, vítimas de atrocidades (sem fim) cometidas por (mais) ditadores que, hipocritamente, têm o apoio tácito e/ou logistico para desenvolver a sua saga desumana; ou que foram abençoados por padrinhos poderosos e malmequeres que não deverão ser exemplo para ninguém.
Paradoxalmente, é a intoxicação informativa, vulgo contra-informação/manipulação/mentira, que se transforma, agora mais do que nunca, na dirty-bomb mais poderosa, mais nefasta, mais mortífera… não dos pobres mas dos ricos; não das vítimas mas dos agressores; não dos amadores mas dos profissionais; não dos terroristas mas dos lobistas, ETC!!!
É a fome, a fome de tudo, que nos adormece o bom senso e aniquila o raciocínio, tranformando-nos em BESTIALIDADE-O-DEPENDENTES. Creio. 6/03/2003

ATENDIMENTO PÚBLICO

OLÁ e benvindos ao MANXA SOLAR; um blog para ex-pressões e opiniões sobre os assuntos que interessam... pelo menos a mim. Este será um espaço... COBERTO DE NEVE!!!