AFUNDADO EM 6 DE ABRIL DE 2004
© R.X. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
1.3.05
SERÁ QUE VAI CHOVER, AMANHÃ?
Vivemos como se o futuro estivesse garantido...! E comportamo-nos como se não houvesse futuro algum...!
28.2.05
ÁGUAS DO CAVALHEIRO
José Mourinho, português e treinador do Chelsea, é um gentleman! E mais, não têm ouvidos de mercador; quando não gosta da música (de que música gostará?) assume o papel de maestro e manda calar a orquestra. Nem mais um pio! Nem mais!
24.2.05
“ONCE UPON A TIME IN THE WEST”
Condoleezza veio dar arroz-doce, Bush, palmadinhas nas costas!
A vinda do presidente americano à europa indicía, claramente, duas coisas:
-Ele continua a dar as ordens e;
-Business as usual.
A sua recepção não deixa de ser patética, deliciosamente ilustrada pelas sorridentes fotos de família (para mais tarde recordar...) quer pela auto-ingestão europeia de sapos crús, quer pela candura com que ele fuma o cachimbo da paz.
Mais patético, só a presença dos pobres coitados empunhando cartazes com as palavras de ordem habituais: ACIMA; ABAIXO; FORA; NUNCA; JAMAIS; ETC.
A vinda do presidente americano à europa indicía, claramente, duas coisas:
-Ele continua a dar as ordens e;
-Business as usual.
A sua recepção não deixa de ser patética, deliciosamente ilustrada pelas sorridentes fotos de família (para mais tarde recordar...) quer pela auto-ingestão europeia de sapos crús, quer pela candura com que ele fuma o cachimbo da paz.
Mais patético, só a presença dos pobres coitados empunhando cartazes com as palavras de ordem habituais: ACIMA; ABAIXO; FORA; NUNCA; JAMAIS; ETC.
“POVO QUE (AINDA) LAVAS NO RIO”
Se o PS obteve a maioria dos votos, isso não foi surpresa alguma; se o PSD obteve menos, também não (tão a ver a coisa!). O BE não cabe em si de contente com tanta bonança (até parece que vão formar governo...), e como é deduzivel pelas suas palavras de ordem (infelizmente, para eles, não deverá afectar os impostos!) continuam a marchar para trás como miúdos a brincar no recreio da escola. Quanto ao inquilino a ser “despejado” de São Bento, nada a comentar. Mesmo nada!
É para Sócrates (só de nome, creio) que vai a minha bílis e o meu murro na mesa (de cabeceira, para que não comece já a pensar em ir dormir uma sestazinha). O senhor (não se assuste, sou pequeno e vivo, de momento, noutro país) começou mal, e como tal não têm qualquer desculpa para vir a ser mais um a acabar mal o que mal começou.
E, tal como previsto, lá terei de bater na mesma tecla: a das celebrações dos políticos após eleições. Não, não suporto ver politicos a celebrarem as vitórias eleitorais; quem perde não são os outros partidos é, tão somente, o povo: o que votou nos socialistas, o que votou nos sociais democratas, o que não votou, o que votou em branco, o que teve que emigrar, o que já não se ilude com as festarolas eleitorais. Porventura, aquilo que ainda move os politiquitos portugueses é a roda quadrada, vulgo egocêntrica. É quererem provar a toda a gente que são gente. É a possibilidade de dizer: «Vês mamã, consegui, consegui! Eu sou importante! Eu sou poderoso! Eu sou... Amén!»
Aguarde pela sedimentação da senda “CAL, O RIJO!”
É para Sócrates (só de nome, creio) que vai a minha bílis e o meu murro na mesa (de cabeceira, para que não comece já a pensar em ir dormir uma sestazinha). O senhor (não se assuste, sou pequeno e vivo, de momento, noutro país) começou mal, e como tal não têm qualquer desculpa para vir a ser mais um a acabar mal o que mal começou.
E, tal como previsto, lá terei de bater na mesma tecla: a das celebrações dos políticos após eleições. Não, não suporto ver politicos a celebrarem as vitórias eleitorais; quem perde não são os outros partidos é, tão somente, o povo: o que votou nos socialistas, o que votou nos sociais democratas, o que não votou, o que votou em branco, o que teve que emigrar, o que já não se ilude com as festarolas eleitorais. Porventura, aquilo que ainda move os politiquitos portugueses é a roda quadrada, vulgo egocêntrica. É quererem provar a toda a gente que são gente. É a possibilidade de dizer: «Vês mamã, consegui, consegui! Eu sou importante! Eu sou poderoso! Eu sou... Amén!»
Aguarde pela sedimentação da senda “CAL, O RIJO!”
16.2.05
LIGAÇÕES INOCENTES?
O mundo da política e dos negócios é, porventura, rico em pormenores escabrosos e obscuros, que vêm, cada vez mais, à luz do dia para iluminar o tráfico de influências em que ambos se envolvem desde sempre. E com lucros tremendos para ambas as partes, depositados, preferencialmente em paraísos fiscais, e ao abrigo de maus olhados. Não é, pois, de admirar que a política esteja cada vez mais manietada, e sirva, principalmente, os grandes, eu diria mesmo justos, interesses dos que têm dinheiro e poder; afinal são eles que fazem o mundo girar –mesmo que seja sempre na direcção contrária ao movimento de translação da terra. E o fedor é tamanho que quase dá para enlouquecer a mente mais brilhante e atenta. Senão mesmo aniquilar qualquer esboço de um esforço para alterar (para melhor) o modus operandi; cimentado ao longo de anos de orgiástico forróbodó; icólume e, porventura, inevitável.
Mas que há ligações que em nada são inocentes, isso há! E que há paraísos fiscais empanturrados de dinheiro fácil e sujo, isso há! E que há gente poderosa que não olha a meios para satisfazer os seus desejos de riqueza, nem se preocupa muito com as dúbias personalidades com quem se envolvem, isso há! Está tudo bem documentado, quer através de investigações judiciárias, quer através de investigações jornalistícas. E se há condenações de facto, essas são, com toda a certeza, menores do que as que seriam possíveis e necessárias para limpar a sujidade entranhada. E cada um pode tirar as suas conclusões, sem risco de vir a ter hipotéticos problemas com a justiça se se mantiver caladinho!!!
Não, isto nada têm que ver com as recentes notícias sobre Dias Loureiro e as suas amizades pessoais vindas a público em Espanha; não tenho provas, não sou investigador, juíz, nem adivinho! E, como qualquer bem senso o dita, somos inocentes até prova em contrário. Essa noticia foi, isso sim, o clique para eu fazer estas deambulações de mero caracter metafórico-literário sobre um assunto que é bem real, e bem sério, mas sem querer acusar quem quer que seja.
Nota final: vale bem a pena ouvir: "Nos Barracos da Cidade", de Gilberto Gil; em poucas palavras diz quase tudo!!!
Mas que há ligações que em nada são inocentes, isso há! E que há paraísos fiscais empanturrados de dinheiro fácil e sujo, isso há! E que há gente poderosa que não olha a meios para satisfazer os seus desejos de riqueza, nem se preocupa muito com as dúbias personalidades com quem se envolvem, isso há! Está tudo bem documentado, quer através de investigações judiciárias, quer através de investigações jornalistícas. E se há condenações de facto, essas são, com toda a certeza, menores do que as que seriam possíveis e necessárias para limpar a sujidade entranhada. E cada um pode tirar as suas conclusões, sem risco de vir a ter hipotéticos problemas com a justiça se se mantiver caladinho!!!
Não, isto nada têm que ver com as recentes notícias sobre Dias Loureiro e as suas amizades pessoais vindas a público em Espanha; não tenho provas, não sou investigador, juíz, nem adivinho! E, como qualquer bem senso o dita, somos inocentes até prova em contrário. Essa noticia foi, isso sim, o clique para eu fazer estas deambulações de mero caracter metafórico-literário sobre um assunto que é bem real, e bem sério, mas sem querer acusar quem quer que seja.
Nota final: vale bem a pena ouvir: "Nos Barracos da Cidade", de Gilberto Gil; em poucas palavras diz quase tudo!!!
8.2.05
NEGÓCIOS DA CHINA
A Comunidade dos Irmãos Unidos no Mistério Escondido –CIUME, vai pensar (o que já dá que arrepiar) em voltar a andar de mão dada com a Amiga da Onça e, pela compra de umas bombitas de carnaval, vender-lhes umas bombas mais carotas. Coisas do alheio dirão. Pois... até me faltam as palavras para descrever o meu estado de espírito inquieto, e ansioso. Espero que não me falte o ar, nunca! Bem como a sanidade toda!
29.1.05
1945-2005
Lembrar Auschwitz deveria ser uma grande oportunidade, também, para lembrar a continuação do holocausto -mais ou menos silencioso- que roubou, e continua a roubar, a vida a muitos milhões de seres humanos, incluindo milhões de crianças. O que me choca, tanto como a solução final nazi (e vi já muitas dezenas de horas de documentários para tentar perceber melhor esta miserável humanidade...) é que depois (para não falar do antes) ele continuou, silencioso e metódico, à escala mundial, a ceifar nos campos da morte africanos, sul-americanos, asiáticos e europeus. Fica, pois, o lema “Nunca mais” amarrado exclusivamente aos horrores do macabro regime nazi. E ficamos nós, talvez, de consciência mais limpa no depois...
Queria que houvesse, então, a coragem para dizer: «Nunca mais é um desejo distante, não uma certeza presente!»
Nunca tivemos tanta informação para nos permitir perceber que o futuro é, mais do que nunca, uma bomba relógio em vias de implosão. E nunca, como hoje, houve tanta apatia, tanta bestialidade, tanta destruição (e extinções maciças de outras espécies) tanta estupidez, tanta cegueira e tanta abundância. Será caso para perguntar: «Estamos nós assim tão mal?»
Queria que houvesse, então, a coragem para dizer: «Nunca mais é um desejo distante, não uma certeza presente!»
Nunca tivemos tanta informação para nos permitir perceber que o futuro é, mais do que nunca, uma bomba relógio em vias de implosão. E nunca, como hoje, houve tanta apatia, tanta bestialidade, tanta destruição (e extinções maciças de outras espécies) tanta estupidez, tanta cegueira e tanta abundância. Será caso para perguntar: «Estamos nós assim tão mal?»
25.1.05
ISTO ERA... PARA SER DIFERENTE!!
Os Estados Unidos da América viram-se, após o desmembramento da União Soviética, como a única potência mundial; capaz de mandar e fazer. E tudo andou, mais ou menos, adormecido no sono dos deuses loucos até ao violento acordar numa manhã de Nova Iorque. A partir daí, acordaram os americanos para o potencial do seu poder militar –para o bem... e para o mal. E acordou o resto do mundo a olhar, lá de baixo e cabisbaixos, para o monstro no seu estertor. A terra tremeu, o mundo chorou, cantou e festejou. Os políticos jogaram os seus trunfos todos e, nada restou para além da amalgama humana; retocada, distorcida, contorcida e sem norte.
Tudo isto a propósito das andanças do circo Fraterno pelas terras, cada vez mais áridas, do cultivo excedentário. E das apostas constantes no cavalo errado: gastam-se fortunas em apostas múltiplas e heréticas.
Guiamos o poder pela contramão, derrubando troncos de árvores e de humanos.
Obramos do alto e limpamos o rabo com a mão mais à mão.
Olhamos o sol quando este se esconde por detrás da lua.
Marchamos ao ritmo da moda.
Corremos ao ritmo da fórmula mágica.
Gastamos o tempo que temos e hipotecamos o resto... prá vida eterna.
Andamos ansiosos por descobrir a felicidade.
Abrimos as janelas para ouvir melhor os pássaros que não regressaram na primavera.
Vamos a votos como se fosse para uma tranfusão de sangue desnecessária.
Colocámos o lixo, cada vez mais embebecidos por nuances eco-modais, nos saquinhos e esquecemo-nos de escrever o endereço do destinatário, e de colar o selo correspondente.
Tudo isto a propósito das andanças do circo Fraterno pelas terras, cada vez mais áridas, do cultivo excedentário. E das apostas constantes no cavalo errado: gastam-se fortunas em apostas múltiplas e heréticas.
Guiamos o poder pela contramão, derrubando troncos de árvores e de humanos.
Obramos do alto e limpamos o rabo com a mão mais à mão.
Olhamos o sol quando este se esconde por detrás da lua.
Marchamos ao ritmo da moda.
Corremos ao ritmo da fórmula mágica.
Gastamos o tempo que temos e hipotecamos o resto... prá vida eterna.
Andamos ansiosos por descobrir a felicidade.
Abrimos as janelas para ouvir melhor os pássaros que não regressaram na primavera.
Vamos a votos como se fosse para uma tranfusão de sangue desnecessária.
Colocámos o lixo, cada vez mais embebecidos por nuances eco-modais, nos saquinhos e esquecemo-nos de escrever o endereço do destinatário, e de colar o selo correspondente.
Descansamos ao fim-de-semana como se fosse o fim-do-mundo.
Procriamos como se fosse, ora uma competição, ora uma conspiração.
Fazemos juras de amor, cada vez mais, sem testemunhas eclesiáticas e/ou notariais.
Divorciamo-nos mais do que nos casamos.
A economia não é a responsável se for responsável.
Amanhã é dia de trabalho e eu gosto de dormir de manhãzinha.
E quem acredita que o poder é eterno, não terá longevidade suficiente para patentear tamanha descoberta científica.
Procriamos como se fosse, ora uma competição, ora uma conspiração.
Fazemos juras de amor, cada vez mais, sem testemunhas eclesiáticas e/ou notariais.
Divorciamo-nos mais do que nos casamos.
A economia não é a responsável se for responsável.
Amanhã é dia de trabalho e eu gosto de dormir de manhãzinha.
E quem acredita que o poder é eterno, não terá longevidade suficiente para patentear tamanha descoberta científica.
10.1.05
CAPITULOS ATRASADOS
O tele-novelo da política nacional continua como sempre: sem que se lhe vejam as pontas para o poder destrinçar. O mesmo se pode dizer do estado geral da nação: aborrecida, antipática, apática, pobre, mal medicada e completamente desnorteada -ou será desulada?
E assim, chegamos à outra questão, colateral concerteza; a da saúde mental da nação, em geral, e dos políticos, em particular. Isto a propósito da Conferência de Helsínquia, que se realizará a partir do dia 12 do corrente mês, sobre Saúde Mental revelar (mesmo ainda antes de ter começado) a deficiente atenção que se dá a tão urgente problema. E se é algo de necessidade urgente, sê-lo-ia, também, se houvesse um particular enquadramento da mente política –estudada desde o ano passado por Osmundo Cósmico ( consultas em http://www.curtasapertadas.blogspot.com/ ). Poderá parecer uma piada, esta de prestar uma particular atenção à saúde mental dos políticos; e é quando estes são, antes de mais, parte integrante do tecido social antes de se voluntariarem aos cargos dirigentes das nação. Mas como a triagem não é das mais eficazes, para os detectar à priori no meio da confusão geral, a solução seria fazê-la à posteriori; quando os petizes começam a mostrar os dentes, e prevenir, eficazmente, que se recusem a tomar a medicação adequada. E no caso desta acontecer, poderem ser coagidos a uma junta médica europeia, e eventual destituição do cargo, internamento e tratamento adequado. Nos casos extremos, a solução poderia ser a terapia ocupacional agrícola, intercalada com longas caminhadas pelo interior do país –ainda no seu estado mais natural, e muito sossegado.
É por tudo isto que penso, cada vez mais, dedicar-me à política –um destes dias- para tentar a minha sorte. Só espero, se por aí enveredar, poder rodear-me com os súcias certos; que procurarei através de anúncios nos jornais, e cartazes afixados nas universidades do país -todos os candidatos a candidatos terão de comprovar que estão de perfeita saúde mental. E pretendo ser o líder do bando, já que não tenho habilitações para desempenhar função ministerial alguma; conforme pode ser comprovado com uma consulta ao meu curriculo escolar –recheado de disciplina regual, e ensinamentos desfavorecidos, principalmente o da lingua lusa. E eu que sonho ser escritor!...
E assim, chegamos à outra questão, colateral concerteza; a da saúde mental da nação, em geral, e dos políticos, em particular. Isto a propósito da Conferência de Helsínquia, que se realizará a partir do dia 12 do corrente mês, sobre Saúde Mental revelar (mesmo ainda antes de ter começado) a deficiente atenção que se dá a tão urgente problema. E se é algo de necessidade urgente, sê-lo-ia, também, se houvesse um particular enquadramento da mente política –estudada desde o ano passado por Osmundo Cósmico ( consultas em http://www.curtasapertadas.blogspot.com/ ). Poderá parecer uma piada, esta de prestar uma particular atenção à saúde mental dos políticos; e é quando estes são, antes de mais, parte integrante do tecido social antes de se voluntariarem aos cargos dirigentes das nação. Mas como a triagem não é das mais eficazes, para os detectar à priori no meio da confusão geral, a solução seria fazê-la à posteriori; quando os petizes começam a mostrar os dentes, e prevenir, eficazmente, que se recusem a tomar a medicação adequada. E no caso desta acontecer, poderem ser coagidos a uma junta médica europeia, e eventual destituição do cargo, internamento e tratamento adequado. Nos casos extremos, a solução poderia ser a terapia ocupacional agrícola, intercalada com longas caminhadas pelo interior do país –ainda no seu estado mais natural, e muito sossegado.
É por tudo isto que penso, cada vez mais, dedicar-me à política –um destes dias- para tentar a minha sorte. Só espero, se por aí enveredar, poder rodear-me com os súcias certos; que procurarei através de anúncios nos jornais, e cartazes afixados nas universidades do país -todos os candidatos a candidatos terão de comprovar que estão de perfeita saúde mental. E pretendo ser o líder do bando, já que não tenho habilitações para desempenhar função ministerial alguma; conforme pode ser comprovado com uma consulta ao meu curriculo escolar –recheado de disciplina regual, e ensinamentos desfavorecidos, principalmente o da lingua lusa. E eu que sonho ser escritor!...
28.12.04
CORAÇÃO ABERTO AO POVO DA MINHA ALDEIA
Venho eu, por este único meio, devolver a Confiança. Encontrei-a muito triste, e abandonada, num aterro sanitário; à espera de ser incinerada. Estava a chorar, e tremia de frio e de medo. Sosseguei-a. Lavei-a; da sujidade acumulada nos anos de forçada deambulação pelas ruas da amargura. Dei-lhe de beber e de comer. Vesti-a com roupinha nova e colorida. Mandei-a ao cabeleireiro –para um tratamento capilar, seguido de uns retoques com pó de arroz, limpeza e corte das unhas. Depois, já recuperada e mais segura de si mesma confessou-me que tinha sido escorraçada por um bando de homens muito maus, e espancada por se ter recusado a ir com eles para a cama. Prometi devolver-lhe a dignidade e a auto-estima, ao que ela me replicou que preferia um auto-carro. Disse-lhe que ia ver o que podia fazer, e perguntei-lhe se aceitava um em segunda mão; pelo sim e pelo não...
Ass: OUTRO POETA POPULAR
Ass: OUTRO POETA POPULAR
EU, POETA POPULAR
Pelas aldeias do meu país
Irei colher frutos
Provincianos são
Mas não importa
Quero ser diferente
Pegar o touro de frente
Que para trás já basta
E não há mais pasta
Prás festa contentar
Pelas aldeias do meu país
Vou a votos
Votai em mim
Amigos e camaradas
Votai em mim
Vós que estais no céu
Pra eu livrar as almas do inferno
Com que fui presenteado
Pelos meus inimigos
Pelas aldeias do meu país
Vou andar de burro
A inaugurar pistas
De carrinhos de brincar
Dar beijos e abraços
A todos sem pestanejar
Votai em mim povo luso
O paraíso será a recompensa
O paraíso...
Irei colher frutos
Provincianos são
Mas não importa
Quero ser diferente
Pegar o touro de frente
Que para trás já basta
E não há mais pasta
Prás festa contentar
Pelas aldeias do meu país
Vou a votos
Votai em mim
Amigos e camaradas
Votai em mim
Vós que estais no céu
Pra eu livrar as almas do inferno
Com que fui presenteado
Pelos meus inimigos
Pelas aldeias do meu país
Vou andar de burro
A inaugurar pistas
De carrinhos de brincar
Dar beijos e abraços
A todos sem pestanejar
Votai em mim povo luso
O paraíso será a recompensa
O paraíso...
15.12.04
LIÇÕES COM CUSTO HUMANO
Hoje, pela voz de um dos familiares das vítimas dos atentados de 11 de Março de 2004, a COMISSÃO DE INVESTIGAÇÃO DO 11 DE MARÇO 2004 –formada por políticos mais envolvidos nas suas querelas partidárias do que noutra coisa qualquer- foi brindada com um discurso que os acordou para a dôr e para a realidade. Essa voz resumiu, no final, o seu discurso num pedido de três pontos: que se conheça a Verdade; que se faça Justiça e que haja uma Compensação –não económica, ressalvou.
Por acaso acompanhei uma boa parte das oratórias destes últimos dias, e o que sobressaiu mais, como afirmou a portavoz das Vítimas do 11 M, foi a discussão em torno do que sucedeu depois dos atentados, nomeadamente a tentativa do governo de responsabilizar a ETA, entre outras coisas mais.
Sem dúvida, o que faltou –e falta- a estes políticos –e a tantos outros por esse mundo- é decência, real respeito aos governados, e dedicação ao governar –não ao governo, e aos amigos.
No final, era apenas o silêncio, entrecortado por pedidos de desculpa dos políticos a acusarem a pedra no sapato; que lhes sirva de lição. A mim serviu. E mais do que bombas e terrorismo, as palavras quando se trasnformam em diálogo lúcido, quando usadas com razão (mesmo que a emoção transpire por vezes) são a mais eficaz "arma", existente e disponível infinitamente, para fazer a paz, o amor, enfim a humanidade acontecer... todos os dias: porque uns morrem e outros nascem!
Por acaso acompanhei uma boa parte das oratórias destes últimos dias, e o que sobressaiu mais, como afirmou a portavoz das Vítimas do 11 M, foi a discussão em torno do que sucedeu depois dos atentados, nomeadamente a tentativa do governo de responsabilizar a ETA, entre outras coisas mais.
Sem dúvida, o que faltou –e falta- a estes políticos –e a tantos outros por esse mundo- é decência, real respeito aos governados, e dedicação ao governar –não ao governo, e aos amigos.
No final, era apenas o silêncio, entrecortado por pedidos de desculpa dos políticos a acusarem a pedra no sapato; que lhes sirva de lição. A mim serviu. E mais do que bombas e terrorismo, as palavras quando se trasnformam em diálogo lúcido, quando usadas com razão (mesmo que a emoção transpire por vezes) são a mais eficaz "arma", existente e disponível infinitamente, para fazer a paz, o amor, enfim a humanidade acontecer... todos os dias: porque uns morrem e outros nascem!
26.11.04
TELE GRANA
Outra das iminências pardas da política portuguesa, Cavaco e Silva, disse, e muito bem, a partir da cidade Invicta também, que vamos continuar a empobrecer até 2006. Das duas uma, ou é mau porque teremos mais dificuldades em alimentar a família, e em pagar as facturas –vivendo num dos países mais caros da Europa (não, não é ficção, e muito menos para rir; ou será?) ou é bom porque a partir de 2006 vamos enriquecer (como à muito é esperado –deverá de estar escrito no Astral portuga) e, finalmente, ter pataco suficiente para mudar a familia, o mobiliário, o gato e o cão, para um país onde o futuro esteja assegurado por políticas menos dadas às festividades gloriosas da política-espectáculo, ou às habilidades malabaristas do empresário-artista. Bom, aqui fica o registo e a dúvida. E mais um excertozinho da memória passada.
«No tempo da nossa prosperidade e da nossa gloria o povo era extremamente instruido. É certo que não sabia ler. Mas saber ler não constitue propriamente instrucção, mas sim um dos meios de instrucção. Ora o povo dispunha então de outros meios superiores á leitura. O marinheiro e o soldado educavam-se nas grandes viagens, os operarios educavam-se na confecção das mais bellas obras de arte, como o convento de Thomar, os Jeronymos, as capellas imperfeitas da Batalha, a torre de Belem. O povo de então não sabia ler os livros, mas sabia mais do que isso: sabia fazel-os. Foi o povo que ditou as narrativas sublimes da Historia tragico maritima, o mais admiravel, o mais bello, o mais dramatico, o mais commovedor, o mais eloquente livro de que se póde gloriar a litteratura de uma nação.
A isso chama o sr. conde de Rio Maior achar-se pouco diffundida a instrucção! E conclue d'esse absurdo que um povo póde attingir a prosperidade sem sair da estupidez!» in As Farpas: Chronica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes - Eca de Queiroz Ramalho Ortigao
«No tempo da nossa prosperidade e da nossa gloria o povo era extremamente instruido. É certo que não sabia ler. Mas saber ler não constitue propriamente instrucção, mas sim um dos meios de instrucção. Ora o povo dispunha então de outros meios superiores á leitura. O marinheiro e o soldado educavam-se nas grandes viagens, os operarios educavam-se na confecção das mais bellas obras de arte, como o convento de Thomar, os Jeronymos, as capellas imperfeitas da Batalha, a torre de Belem. O povo de então não sabia ler os livros, mas sabia mais do que isso: sabia fazel-os. Foi o povo que ditou as narrativas sublimes da Historia tragico maritima, o mais admiravel, o mais bello, o mais dramatico, o mais commovedor, o mais eloquente livro de que se póde gloriar a litteratura de uma nação.
A isso chama o sr. conde de Rio Maior achar-se pouco diffundida a instrucção! E conclue d'esse absurdo que um povo póde attingir a prosperidade sem sair da estupidez!» in As Farpas: Chronica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes - Eca de Queiroz Ramalho Ortigao
19.11.04
TELE GRAMA
Uma das eminências pardas da política portuguesa, pós 25 de Abril, não deixa de nos surpreender, apesar do seu legado. Mas não é sobre este último pormenor que quero escrever. É sobre algumas afirmações, de Mário Soares, proferidas ontem no Porto. E a forma como “pinta” o Portugal do presente (e de que futuro?). Isso porque tal já não é novidade para o povo, nem para alguns cronistas ( de crónicos) que não se cansam de martelar na mesma tecla (produzindo excelentes sonatas consagradas ao vazio); o mesmo não se poderá dizer dos políticos (mais crónicos) que cada vez mais martelam nas teclas todas (produzindo sinfonias consagradas ao esvaziar).
Porquê?
Porque entre dois passos de dança, umas jantaradas, seguidas pelas respectivas charutadas e habitual conhaque, tudo fica com aquele aspecto mágico; idêntico ao efeito que o uso de lentes especiais (para melhorar o colorido) traz ao filme cinemático.
Porque entre um carro usado e um novo, seguidos pelos respectivos policiais e habitual chinfrim, tudo fica para trás; idêntico ao efeito que o andar de costas voltadas para a direcção que o comboio segue traz ao passageiro de segunda classe.
Porque o tal “polvo da corrupção” já não é novo; nem para o Estado, nem na sociedade, nos partidos e nas autarquias. E se o nível não é idêntico ao da ditadura, o mesmo não se pode dizer do Portugal pós 25 de Abril (e não só dos “pós-modernos” como se subentende).
No entanto, é de louvar que vozes destas se façam ouvir. E seriam necessárias muitas mais para acordar o povo para uma revolta controlada; os políticos para uma fuga descontrolada, vulgo fuga de cérebros; os artistas para a composição de hinos rebeldes (já que de embalar estamos bem providos –não admira que todos durmam a siesta, enquanto do outro lado ela continua a produzir resultados bem diferentes).
Ai! Que saudades do Zeca e do Variações.
Ai! Que saudades do Eça e do Ortigão.
Ai! Que saudades da Saudade.
«A Nação publicou um telegramma de Lourdes, em que se lhe diz: O padre cego já vê, a paralytica já anda.» in As Farpas: Chronica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes
Porquê?
Porque entre dois passos de dança, umas jantaradas, seguidas pelas respectivas charutadas e habitual conhaque, tudo fica com aquele aspecto mágico; idêntico ao efeito que o uso de lentes especiais (para melhorar o colorido) traz ao filme cinemático.
Porque entre um carro usado e um novo, seguidos pelos respectivos policiais e habitual chinfrim, tudo fica para trás; idêntico ao efeito que o andar de costas voltadas para a direcção que o comboio segue traz ao passageiro de segunda classe.
Porque o tal “polvo da corrupção” já não é novo; nem para o Estado, nem na sociedade, nos partidos e nas autarquias. E se o nível não é idêntico ao da ditadura, o mesmo não se pode dizer do Portugal pós 25 de Abril (e não só dos “pós-modernos” como se subentende).
No entanto, é de louvar que vozes destas se façam ouvir. E seriam necessárias muitas mais para acordar o povo para uma revolta controlada; os políticos para uma fuga descontrolada, vulgo fuga de cérebros; os artistas para a composição de hinos rebeldes (já que de embalar estamos bem providos –não admira que todos durmam a siesta, enquanto do outro lado ela continua a produzir resultados bem diferentes).
Ai! Que saudades do Zeca e do Variações.
Ai! Que saudades do Eça e do Ortigão.
Ai! Que saudades da Saudade.
«A Nação publicou um telegramma de Lourdes, em que se lhe diz: O padre cego já vê, a paralytica já anda.» in As Farpas: Chronica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes
12.11.04
CÁ ESTÃO, DE NOVO, OS PRAXENETAS
A praxe não é assunto que me agrade, nem de perto nem de longe, e por isso não vou andar com rodeios. Não gosto, nem tão pouco a admitiria a algum bafiento em traje de lamento, por mais inteligente ou parvalhão que fosse, sem que antes lhe indicasse os possíveis caminhos para o médico de familia, entre outros. Fui alvo de tentativas, porventura inspiradas nessa alarvice tão cara aos muitos lorpas que o país teima em aceitar e acarinhar anos a fio (sem nunca chegarem a pavio) nas suas universidades públicas, quando andava no Liceu, quando trabalhei nas obras, e quando fui à tropa. Bastou-me, quase sempre, desferir uma olhadela letal para afastar os fedorentos, e mesmo com físico de lingrinhas não houve bardamerdas que ousasse dar o primeiro passo. Mas não sou ingénuo para acreditar que tudo se resolve assim. Tão pouco que seja assunto ligeiro, patrocinado, cada vez mais, pelo álcool à pressão. E muitos jovens não têm, hoje em dia, a mesma bruteza que tinha-mos à vinte anos atrás, sendo, por isso, presas fáceis ao bando de impotentes, frustrados, inacabados (mental e fisicamente) que por aí se pavoneiam confundindo o braço direito com o pénis erecto. Este é um assunto que já não têm assunto, e a única saída é, sem pejo nem pestanejo, acabar com ele. Aceitá-lo como acto de integração académica, por muito decorado e floreado que ele seja, é um erro. Os já acima referenciados, usa-lo-ão, sempre, como vávula de escape: poluindo e intoxicando e, quem sabe, matando impunemente sob o disfarce de uma bebedeira, ou de uma qualquer outra brincadeira. E mais, o ensino em geral, e neste caso em particular o universitário, não é nada de que possamos estar orgulhosos; nunca o país teve tantos doutores... mas continua a marcar passo à espera, quem sabe, de um traje mais apropriado. E ainda mais, até 1910 a monarquia também era a tradição; ainda há quem a anseie de volta. Por último; Barrancos e as Propinas são aquela excepção!!...
FUI VER OS AVIÕES ATERRAR
O produto Terror parece ser o mais consumido pelos nostálgicos da comunicação social actual.
Enterrado que está o passado, o presente reveste-se de capital importância para o jornalismo... do futuro. E as notícias fresquinhas, sobre tão ilustre produto, chegam de todo o lado (como os alimentos que enfeitam os nossos indispensáveis supermercados) bem embaladas e prontas a digerir sem grande, ou mesmo algum, esforço ou sabor. Este produto, um dos que mais saida têm tido, sem dúvida, no mundo civilizado, é produzido, pelo senhor que partilha do mesmo nome, na propriedade Aterro Sanitário, e embalada em vácuo. Os aviões aterram, diáriamente, vindos de quase todo o mundo desenvolvido, carregadinhos deste tão refinado ingrediente; indispensável aos braços de ferro que sustentam as traves mestras deste globo. Mas como diz cá o meu povo: «Comer só batatas não é bom; nem para a saúde, nem para crescer!»
Aqui estão 3 links para uma vista de olhos no excelente programa da BBC (como sempre, uma referência maior nestes tempos da informação empacotada e de dúbia qualidade) “The Power of Nightmares”, dividido em 3 partes: “Baby It’s Cold Outside”; “The Phantom Victory"; “The Shadow In The Cave”, e a partir destes podem aceder a informação relacionada.
Num trabalho de verdadeiro e isento jornalismo, apresentam-se factos, descontroem-se mitos, e, acima de tudo, revela-se um pouco do muito que se passa nos bastidores. O terror não mora só aqui, e alguns dos líderes do nosso querido ocidente que com ele lidam mais directamente, não só não compreendem a verdadeira dimensão do fogo, tão pouco as suas causas, como não se cansam de lançar mais gasolina –mesmo com os preços do petróleo no seu auge. E que a ETA já o usa há várias décadas. E que a Irlanda do Norte já lhe conhece bem o sabor. E a Itália das Brigadas Vermelhas e da Mafia. A América do Ku Klux Klan. Angola, Moçambique, Timor, Israel, Palestina e Etiópia. África do Sul, Sudão, China e Rússia. Portugal; antes e depois da ditadura. Infinitamente por esse mundo fora... Só mesmo quem nunca sentiu a pobreza e a miséria; só mesmo quem têm como objetivo único o lucro a todo o custo; só mesmo quem pensa que a sua vida é o centro do mundo; só mesmo quem não sabe ver é que pode dar-se ao luxo de falar assim tão levianamente deste pão-nosso-de-cada-dia de tanto ser vivo -que mais não é do que um mero objecto de que se dispõe ao sabor da toada. Porque não são só carros armadilhados, ataques suicídas, terrorismo profissional -patrocinado por ditaduras ou por democracias, guerras limpas e guerras sujas. É tudo isto e muito mais.
Parece-me, também, que a nossa Europa está a acordar, não do pesadelo mas directamente para o meio dele. Esperemos que tomem a medicação adequada, e prescrita fora dos lobies da indústria que assola a política como um cancro maligno, e os militares com assomos de quixotismo. É verdade, os tubarões vegetarianos andam por aí...
Enterrado que está o passado, o presente reveste-se de capital importância para o jornalismo... do futuro. E as notícias fresquinhas, sobre tão ilustre produto, chegam de todo o lado (como os alimentos que enfeitam os nossos indispensáveis supermercados) bem embaladas e prontas a digerir sem grande, ou mesmo algum, esforço ou sabor. Este produto, um dos que mais saida têm tido, sem dúvida, no mundo civilizado, é produzido, pelo senhor que partilha do mesmo nome, na propriedade Aterro Sanitário, e embalada em vácuo. Os aviões aterram, diáriamente, vindos de quase todo o mundo desenvolvido, carregadinhos deste tão refinado ingrediente; indispensável aos braços de ferro que sustentam as traves mestras deste globo. Mas como diz cá o meu povo: «Comer só batatas não é bom; nem para a saúde, nem para crescer!»
Aqui estão 3 links para uma vista de olhos no excelente programa da BBC (como sempre, uma referência maior nestes tempos da informação empacotada e de dúbia qualidade) “The Power of Nightmares”, dividido em 3 partes: “Baby It’s Cold Outside”; “The Phantom Victory"; “The Shadow In The Cave”, e a partir destes podem aceder a informação relacionada.
Num trabalho de verdadeiro e isento jornalismo, apresentam-se factos, descontroem-se mitos, e, acima de tudo, revela-se um pouco do muito que se passa nos bastidores. O terror não mora só aqui, e alguns dos líderes do nosso querido ocidente que com ele lidam mais directamente, não só não compreendem a verdadeira dimensão do fogo, tão pouco as suas causas, como não se cansam de lançar mais gasolina –mesmo com os preços do petróleo no seu auge. E que a ETA já o usa há várias décadas. E que a Irlanda do Norte já lhe conhece bem o sabor. E a Itália das Brigadas Vermelhas e da Mafia. A América do Ku Klux Klan. Angola, Moçambique, Timor, Israel, Palestina e Etiópia. África do Sul, Sudão, China e Rússia. Portugal; antes e depois da ditadura. Infinitamente por esse mundo fora... Só mesmo quem nunca sentiu a pobreza e a miséria; só mesmo quem têm como objetivo único o lucro a todo o custo; só mesmo quem pensa que a sua vida é o centro do mundo; só mesmo quem não sabe ver é que pode dar-se ao luxo de falar assim tão levianamente deste pão-nosso-de-cada-dia de tanto ser vivo -que mais não é do que um mero objecto de que se dispõe ao sabor da toada. Porque não são só carros armadilhados, ataques suicídas, terrorismo profissional -patrocinado por ditaduras ou por democracias, guerras limpas e guerras sujas. É tudo isto e muito mais.
Parece-me, também, que a nossa Europa está a acordar, não do pesadelo mas directamente para o meio dele. Esperemos que tomem a medicação adequada, e prescrita fora dos lobies da indústria que assola a política como um cancro maligno, e os militares com assomos de quixotismo. É verdade, os tubarões vegetarianos andam por aí...
9.11.04
Que tipo de ser vivo pode desperdiçar tanto por um lucro... imaginário?
A procura da felicidade continua, mas noutra dimensão.
E as eternas questões: « quem somos? »; « de onde viemos? »; « qual o sentido da vida? » mantém-se... desperdiçadas. Ouvi muitas (demasiadas) sugestões –algumas ditas de científicas (justíssimo) outras divinas (aceitável). Mas digo-vos eu! Nós somos filhos do vento: soprou-nos de um longíquo, envelhecido e a morrer, planeta através das planícies do tempo, até que nos espalhou –ainda com uns restinhos- neste. Depois... bom começamos tudo de novo, não foi?
E as eternas questões: « quem somos? »; « de onde viemos? »; « qual o sentido da vida? » mantém-se... desperdiçadas. Ouvi muitas (demasiadas) sugestões –algumas ditas de científicas (justíssimo) outras divinas (aceitável). Mas digo-vos eu! Nós somos filhos do vento: soprou-nos de um longíquo, envelhecido e a morrer, planeta através das planícies do tempo, até que nos espalhou –ainda com uns restinhos- neste. Depois... bom começamos tudo de novo, não foi?
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