A Comunidade dos Irmãos Unidos no Mistério Escondido –CIUME, vai pensar (o que já dá que arrepiar) em voltar a andar de mão dada com a Amiga da Onça e, pela compra de umas bombitas de carnaval, vender-lhes umas bombas mais carotas. Coisas do alheio dirão. Pois... até me faltam as palavras para descrever o meu estado de espírito inquieto, e ansioso. Espero que não me falte o ar, nunca! Bem como a sanidade toda!
AFUNDADO EM 6 DE ABRIL DE 2004
© R.X. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
8.2.05
29.1.05
1945-2005
Lembrar Auschwitz deveria ser uma grande oportunidade, também, para lembrar a continuação do holocausto -mais ou menos silencioso- que roubou, e continua a roubar, a vida a muitos milhões de seres humanos, incluindo milhões de crianças. O que me choca, tanto como a solução final nazi (e vi já muitas dezenas de horas de documentários para tentar perceber melhor esta miserável humanidade...) é que depois (para não falar do antes) ele continuou, silencioso e metódico, à escala mundial, a ceifar nos campos da morte africanos, sul-americanos, asiáticos e europeus. Fica, pois, o lema “Nunca mais” amarrado exclusivamente aos horrores do macabro regime nazi. E ficamos nós, talvez, de consciência mais limpa no depois...
Queria que houvesse, então, a coragem para dizer: «Nunca mais é um desejo distante, não uma certeza presente!»
Nunca tivemos tanta informação para nos permitir perceber que o futuro é, mais do que nunca, uma bomba relógio em vias de implosão. E nunca, como hoje, houve tanta apatia, tanta bestialidade, tanta destruição (e extinções maciças de outras espécies) tanta estupidez, tanta cegueira e tanta abundância. Será caso para perguntar: «Estamos nós assim tão mal?»
Queria que houvesse, então, a coragem para dizer: «Nunca mais é um desejo distante, não uma certeza presente!»
Nunca tivemos tanta informação para nos permitir perceber que o futuro é, mais do que nunca, uma bomba relógio em vias de implosão. E nunca, como hoje, houve tanta apatia, tanta bestialidade, tanta destruição (e extinções maciças de outras espécies) tanta estupidez, tanta cegueira e tanta abundância. Será caso para perguntar: «Estamos nós assim tão mal?»
25.1.05
ISTO ERA... PARA SER DIFERENTE!!
Os Estados Unidos da América viram-se, após o desmembramento da União Soviética, como a única potência mundial; capaz de mandar e fazer. E tudo andou, mais ou menos, adormecido no sono dos deuses loucos até ao violento acordar numa manhã de Nova Iorque. A partir daí, acordaram os americanos para o potencial do seu poder militar –para o bem... e para o mal. E acordou o resto do mundo a olhar, lá de baixo e cabisbaixos, para o monstro no seu estertor. A terra tremeu, o mundo chorou, cantou e festejou. Os políticos jogaram os seus trunfos todos e, nada restou para além da amalgama humana; retocada, distorcida, contorcida e sem norte.
Tudo isto a propósito das andanças do circo Fraterno pelas terras, cada vez mais áridas, do cultivo excedentário. E das apostas constantes no cavalo errado: gastam-se fortunas em apostas múltiplas e heréticas.
Guiamos o poder pela contramão, derrubando troncos de árvores e de humanos.
Obramos do alto e limpamos o rabo com a mão mais à mão.
Olhamos o sol quando este se esconde por detrás da lua.
Marchamos ao ritmo da moda.
Corremos ao ritmo da fórmula mágica.
Gastamos o tempo que temos e hipotecamos o resto... prá vida eterna.
Andamos ansiosos por descobrir a felicidade.
Abrimos as janelas para ouvir melhor os pássaros que não regressaram na primavera.
Vamos a votos como se fosse para uma tranfusão de sangue desnecessária.
Colocámos o lixo, cada vez mais embebecidos por nuances eco-modais, nos saquinhos e esquecemo-nos de escrever o endereço do destinatário, e de colar o selo correspondente.
Tudo isto a propósito das andanças do circo Fraterno pelas terras, cada vez mais áridas, do cultivo excedentário. E das apostas constantes no cavalo errado: gastam-se fortunas em apostas múltiplas e heréticas.
Guiamos o poder pela contramão, derrubando troncos de árvores e de humanos.
Obramos do alto e limpamos o rabo com a mão mais à mão.
Olhamos o sol quando este se esconde por detrás da lua.
Marchamos ao ritmo da moda.
Corremos ao ritmo da fórmula mágica.
Gastamos o tempo que temos e hipotecamos o resto... prá vida eterna.
Andamos ansiosos por descobrir a felicidade.
Abrimos as janelas para ouvir melhor os pássaros que não regressaram na primavera.
Vamos a votos como se fosse para uma tranfusão de sangue desnecessária.
Colocámos o lixo, cada vez mais embebecidos por nuances eco-modais, nos saquinhos e esquecemo-nos de escrever o endereço do destinatário, e de colar o selo correspondente.
Descansamos ao fim-de-semana como se fosse o fim-do-mundo.
Procriamos como se fosse, ora uma competição, ora uma conspiração.
Fazemos juras de amor, cada vez mais, sem testemunhas eclesiáticas e/ou notariais.
Divorciamo-nos mais do que nos casamos.
A economia não é a responsável se for responsável.
Amanhã é dia de trabalho e eu gosto de dormir de manhãzinha.
E quem acredita que o poder é eterno, não terá longevidade suficiente para patentear tamanha descoberta científica.
Procriamos como se fosse, ora uma competição, ora uma conspiração.
Fazemos juras de amor, cada vez mais, sem testemunhas eclesiáticas e/ou notariais.
Divorciamo-nos mais do que nos casamos.
A economia não é a responsável se for responsável.
Amanhã é dia de trabalho e eu gosto de dormir de manhãzinha.
E quem acredita que o poder é eterno, não terá longevidade suficiente para patentear tamanha descoberta científica.
10.1.05
CAPITULOS ATRASADOS
O tele-novelo da política nacional continua como sempre: sem que se lhe vejam as pontas para o poder destrinçar. O mesmo se pode dizer do estado geral da nação: aborrecida, antipática, apática, pobre, mal medicada e completamente desnorteada -ou será desulada?
E assim, chegamos à outra questão, colateral concerteza; a da saúde mental da nação, em geral, e dos políticos, em particular. Isto a propósito da Conferência de Helsínquia, que se realizará a partir do dia 12 do corrente mês, sobre Saúde Mental revelar (mesmo ainda antes de ter começado) a deficiente atenção que se dá a tão urgente problema. E se é algo de necessidade urgente, sê-lo-ia, também, se houvesse um particular enquadramento da mente política –estudada desde o ano passado por Osmundo Cósmico ( consultas em http://www.curtasapertadas.blogspot.com/ ). Poderá parecer uma piada, esta de prestar uma particular atenção à saúde mental dos políticos; e é quando estes são, antes de mais, parte integrante do tecido social antes de se voluntariarem aos cargos dirigentes das nação. Mas como a triagem não é das mais eficazes, para os detectar à priori no meio da confusão geral, a solução seria fazê-la à posteriori; quando os petizes começam a mostrar os dentes, e prevenir, eficazmente, que se recusem a tomar a medicação adequada. E no caso desta acontecer, poderem ser coagidos a uma junta médica europeia, e eventual destituição do cargo, internamento e tratamento adequado. Nos casos extremos, a solução poderia ser a terapia ocupacional agrícola, intercalada com longas caminhadas pelo interior do país –ainda no seu estado mais natural, e muito sossegado.
É por tudo isto que penso, cada vez mais, dedicar-me à política –um destes dias- para tentar a minha sorte. Só espero, se por aí enveredar, poder rodear-me com os súcias certos; que procurarei através de anúncios nos jornais, e cartazes afixados nas universidades do país -todos os candidatos a candidatos terão de comprovar que estão de perfeita saúde mental. E pretendo ser o líder do bando, já que não tenho habilitações para desempenhar função ministerial alguma; conforme pode ser comprovado com uma consulta ao meu curriculo escolar –recheado de disciplina regual, e ensinamentos desfavorecidos, principalmente o da lingua lusa. E eu que sonho ser escritor!...
E assim, chegamos à outra questão, colateral concerteza; a da saúde mental da nação, em geral, e dos políticos, em particular. Isto a propósito da Conferência de Helsínquia, que se realizará a partir do dia 12 do corrente mês, sobre Saúde Mental revelar (mesmo ainda antes de ter começado) a deficiente atenção que se dá a tão urgente problema. E se é algo de necessidade urgente, sê-lo-ia, também, se houvesse um particular enquadramento da mente política –estudada desde o ano passado por Osmundo Cósmico ( consultas em http://www.curtasapertadas.blogspot.com/ ). Poderá parecer uma piada, esta de prestar uma particular atenção à saúde mental dos políticos; e é quando estes são, antes de mais, parte integrante do tecido social antes de se voluntariarem aos cargos dirigentes das nação. Mas como a triagem não é das mais eficazes, para os detectar à priori no meio da confusão geral, a solução seria fazê-la à posteriori; quando os petizes começam a mostrar os dentes, e prevenir, eficazmente, que se recusem a tomar a medicação adequada. E no caso desta acontecer, poderem ser coagidos a uma junta médica europeia, e eventual destituição do cargo, internamento e tratamento adequado. Nos casos extremos, a solução poderia ser a terapia ocupacional agrícola, intercalada com longas caminhadas pelo interior do país –ainda no seu estado mais natural, e muito sossegado.
É por tudo isto que penso, cada vez mais, dedicar-me à política –um destes dias- para tentar a minha sorte. Só espero, se por aí enveredar, poder rodear-me com os súcias certos; que procurarei através de anúncios nos jornais, e cartazes afixados nas universidades do país -todos os candidatos a candidatos terão de comprovar que estão de perfeita saúde mental. E pretendo ser o líder do bando, já que não tenho habilitações para desempenhar função ministerial alguma; conforme pode ser comprovado com uma consulta ao meu curriculo escolar –recheado de disciplina regual, e ensinamentos desfavorecidos, principalmente o da lingua lusa. E eu que sonho ser escritor!...
28.12.04
CORAÇÃO ABERTO AO POVO DA MINHA ALDEIA
Venho eu, por este único meio, devolver a Confiança. Encontrei-a muito triste, e abandonada, num aterro sanitário; à espera de ser incinerada. Estava a chorar, e tremia de frio e de medo. Sosseguei-a. Lavei-a; da sujidade acumulada nos anos de forçada deambulação pelas ruas da amargura. Dei-lhe de beber e de comer. Vesti-a com roupinha nova e colorida. Mandei-a ao cabeleireiro –para um tratamento capilar, seguido de uns retoques com pó de arroz, limpeza e corte das unhas. Depois, já recuperada e mais segura de si mesma confessou-me que tinha sido escorraçada por um bando de homens muito maus, e espancada por se ter recusado a ir com eles para a cama. Prometi devolver-lhe a dignidade e a auto-estima, ao que ela me replicou que preferia um auto-carro. Disse-lhe que ia ver o que podia fazer, e perguntei-lhe se aceitava um em segunda mão; pelo sim e pelo não...
Ass: OUTRO POETA POPULAR
Ass: OUTRO POETA POPULAR
EU, POETA POPULAR
Pelas aldeias do meu país
Irei colher frutos
Provincianos são
Mas não importa
Quero ser diferente
Pegar o touro de frente
Que para trás já basta
E não há mais pasta
Prás festa contentar
Pelas aldeias do meu país
Vou a votos
Votai em mim
Amigos e camaradas
Votai em mim
Vós que estais no céu
Pra eu livrar as almas do inferno
Com que fui presenteado
Pelos meus inimigos
Pelas aldeias do meu país
Vou andar de burro
A inaugurar pistas
De carrinhos de brincar
Dar beijos e abraços
A todos sem pestanejar
Votai em mim povo luso
O paraíso será a recompensa
O paraíso...
Irei colher frutos
Provincianos são
Mas não importa
Quero ser diferente
Pegar o touro de frente
Que para trás já basta
E não há mais pasta
Prás festa contentar
Pelas aldeias do meu país
Vou a votos
Votai em mim
Amigos e camaradas
Votai em mim
Vós que estais no céu
Pra eu livrar as almas do inferno
Com que fui presenteado
Pelos meus inimigos
Pelas aldeias do meu país
Vou andar de burro
A inaugurar pistas
De carrinhos de brincar
Dar beijos e abraços
A todos sem pestanejar
Votai em mim povo luso
O paraíso será a recompensa
O paraíso...
15.12.04
LIÇÕES COM CUSTO HUMANO
Hoje, pela voz de um dos familiares das vítimas dos atentados de 11 de Março de 2004, a COMISSÃO DE INVESTIGAÇÃO DO 11 DE MARÇO 2004 –formada por políticos mais envolvidos nas suas querelas partidárias do que noutra coisa qualquer- foi brindada com um discurso que os acordou para a dôr e para a realidade. Essa voz resumiu, no final, o seu discurso num pedido de três pontos: que se conheça a Verdade; que se faça Justiça e que haja uma Compensação –não económica, ressalvou.
Por acaso acompanhei uma boa parte das oratórias destes últimos dias, e o que sobressaiu mais, como afirmou a portavoz das Vítimas do 11 M, foi a discussão em torno do que sucedeu depois dos atentados, nomeadamente a tentativa do governo de responsabilizar a ETA, entre outras coisas mais.
Sem dúvida, o que faltou –e falta- a estes políticos –e a tantos outros por esse mundo- é decência, real respeito aos governados, e dedicação ao governar –não ao governo, e aos amigos.
No final, era apenas o silêncio, entrecortado por pedidos de desculpa dos políticos a acusarem a pedra no sapato; que lhes sirva de lição. A mim serviu. E mais do que bombas e terrorismo, as palavras quando se trasnformam em diálogo lúcido, quando usadas com razão (mesmo que a emoção transpire por vezes) são a mais eficaz "arma", existente e disponível infinitamente, para fazer a paz, o amor, enfim a humanidade acontecer... todos os dias: porque uns morrem e outros nascem!
Por acaso acompanhei uma boa parte das oratórias destes últimos dias, e o que sobressaiu mais, como afirmou a portavoz das Vítimas do 11 M, foi a discussão em torno do que sucedeu depois dos atentados, nomeadamente a tentativa do governo de responsabilizar a ETA, entre outras coisas mais.
Sem dúvida, o que faltou –e falta- a estes políticos –e a tantos outros por esse mundo- é decência, real respeito aos governados, e dedicação ao governar –não ao governo, e aos amigos.
No final, era apenas o silêncio, entrecortado por pedidos de desculpa dos políticos a acusarem a pedra no sapato; que lhes sirva de lição. A mim serviu. E mais do que bombas e terrorismo, as palavras quando se trasnformam em diálogo lúcido, quando usadas com razão (mesmo que a emoção transpire por vezes) são a mais eficaz "arma", existente e disponível infinitamente, para fazer a paz, o amor, enfim a humanidade acontecer... todos os dias: porque uns morrem e outros nascem!
26.11.04
TELE GRANA
Outra das iminências pardas da política portuguesa, Cavaco e Silva, disse, e muito bem, a partir da cidade Invicta também, que vamos continuar a empobrecer até 2006. Das duas uma, ou é mau porque teremos mais dificuldades em alimentar a família, e em pagar as facturas –vivendo num dos países mais caros da Europa (não, não é ficção, e muito menos para rir; ou será?) ou é bom porque a partir de 2006 vamos enriquecer (como à muito é esperado –deverá de estar escrito no Astral portuga) e, finalmente, ter pataco suficiente para mudar a familia, o mobiliário, o gato e o cão, para um país onde o futuro esteja assegurado por políticas menos dadas às festividades gloriosas da política-espectáculo, ou às habilidades malabaristas do empresário-artista. Bom, aqui fica o registo e a dúvida. E mais um excertozinho da memória passada.
«No tempo da nossa prosperidade e da nossa gloria o povo era extremamente instruido. É certo que não sabia ler. Mas saber ler não constitue propriamente instrucção, mas sim um dos meios de instrucção. Ora o povo dispunha então de outros meios superiores á leitura. O marinheiro e o soldado educavam-se nas grandes viagens, os operarios educavam-se na confecção das mais bellas obras de arte, como o convento de Thomar, os Jeronymos, as capellas imperfeitas da Batalha, a torre de Belem. O povo de então não sabia ler os livros, mas sabia mais do que isso: sabia fazel-os. Foi o povo que ditou as narrativas sublimes da Historia tragico maritima, o mais admiravel, o mais bello, o mais dramatico, o mais commovedor, o mais eloquente livro de que se póde gloriar a litteratura de uma nação.
A isso chama o sr. conde de Rio Maior achar-se pouco diffundida a instrucção! E conclue d'esse absurdo que um povo póde attingir a prosperidade sem sair da estupidez!» in As Farpas: Chronica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes - Eca de Queiroz Ramalho Ortigao
«No tempo da nossa prosperidade e da nossa gloria o povo era extremamente instruido. É certo que não sabia ler. Mas saber ler não constitue propriamente instrucção, mas sim um dos meios de instrucção. Ora o povo dispunha então de outros meios superiores á leitura. O marinheiro e o soldado educavam-se nas grandes viagens, os operarios educavam-se na confecção das mais bellas obras de arte, como o convento de Thomar, os Jeronymos, as capellas imperfeitas da Batalha, a torre de Belem. O povo de então não sabia ler os livros, mas sabia mais do que isso: sabia fazel-os. Foi o povo que ditou as narrativas sublimes da Historia tragico maritima, o mais admiravel, o mais bello, o mais dramatico, o mais commovedor, o mais eloquente livro de que se póde gloriar a litteratura de uma nação.
A isso chama o sr. conde de Rio Maior achar-se pouco diffundida a instrucção! E conclue d'esse absurdo que um povo póde attingir a prosperidade sem sair da estupidez!» in As Farpas: Chronica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes - Eca de Queiroz Ramalho Ortigao
19.11.04
TELE GRAMA
Uma das eminências pardas da política portuguesa, pós 25 de Abril, não deixa de nos surpreender, apesar do seu legado. Mas não é sobre este último pormenor que quero escrever. É sobre algumas afirmações, de Mário Soares, proferidas ontem no Porto. E a forma como “pinta” o Portugal do presente (e de que futuro?). Isso porque tal já não é novidade para o povo, nem para alguns cronistas ( de crónicos) que não se cansam de martelar na mesma tecla (produzindo excelentes sonatas consagradas ao vazio); o mesmo não se poderá dizer dos políticos (mais crónicos) que cada vez mais martelam nas teclas todas (produzindo sinfonias consagradas ao esvaziar).
Porquê?
Porque entre dois passos de dança, umas jantaradas, seguidas pelas respectivas charutadas e habitual conhaque, tudo fica com aquele aspecto mágico; idêntico ao efeito que o uso de lentes especiais (para melhorar o colorido) traz ao filme cinemático.
Porque entre um carro usado e um novo, seguidos pelos respectivos policiais e habitual chinfrim, tudo fica para trás; idêntico ao efeito que o andar de costas voltadas para a direcção que o comboio segue traz ao passageiro de segunda classe.
Porque o tal “polvo da corrupção” já não é novo; nem para o Estado, nem na sociedade, nos partidos e nas autarquias. E se o nível não é idêntico ao da ditadura, o mesmo não se pode dizer do Portugal pós 25 de Abril (e não só dos “pós-modernos” como se subentende).
No entanto, é de louvar que vozes destas se façam ouvir. E seriam necessárias muitas mais para acordar o povo para uma revolta controlada; os políticos para uma fuga descontrolada, vulgo fuga de cérebros; os artistas para a composição de hinos rebeldes (já que de embalar estamos bem providos –não admira que todos durmam a siesta, enquanto do outro lado ela continua a produzir resultados bem diferentes).
Ai! Que saudades do Zeca e do Variações.
Ai! Que saudades do Eça e do Ortigão.
Ai! Que saudades da Saudade.
«A Nação publicou um telegramma de Lourdes, em que se lhe diz: O padre cego já vê, a paralytica já anda.» in As Farpas: Chronica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes
Porquê?
Porque entre dois passos de dança, umas jantaradas, seguidas pelas respectivas charutadas e habitual conhaque, tudo fica com aquele aspecto mágico; idêntico ao efeito que o uso de lentes especiais (para melhorar o colorido) traz ao filme cinemático.
Porque entre um carro usado e um novo, seguidos pelos respectivos policiais e habitual chinfrim, tudo fica para trás; idêntico ao efeito que o andar de costas voltadas para a direcção que o comboio segue traz ao passageiro de segunda classe.
Porque o tal “polvo da corrupção” já não é novo; nem para o Estado, nem na sociedade, nos partidos e nas autarquias. E se o nível não é idêntico ao da ditadura, o mesmo não se pode dizer do Portugal pós 25 de Abril (e não só dos “pós-modernos” como se subentende).
No entanto, é de louvar que vozes destas se façam ouvir. E seriam necessárias muitas mais para acordar o povo para uma revolta controlada; os políticos para uma fuga descontrolada, vulgo fuga de cérebros; os artistas para a composição de hinos rebeldes (já que de embalar estamos bem providos –não admira que todos durmam a siesta, enquanto do outro lado ela continua a produzir resultados bem diferentes).
Ai! Que saudades do Zeca e do Variações.
Ai! Que saudades do Eça e do Ortigão.
Ai! Que saudades da Saudade.
«A Nação publicou um telegramma de Lourdes, em que se lhe diz: O padre cego já vê, a paralytica já anda.» in As Farpas: Chronica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes
12.11.04
CÁ ESTÃO, DE NOVO, OS PRAXENETAS
A praxe não é assunto que me agrade, nem de perto nem de longe, e por isso não vou andar com rodeios. Não gosto, nem tão pouco a admitiria a algum bafiento em traje de lamento, por mais inteligente ou parvalhão que fosse, sem que antes lhe indicasse os possíveis caminhos para o médico de familia, entre outros. Fui alvo de tentativas, porventura inspiradas nessa alarvice tão cara aos muitos lorpas que o país teima em aceitar e acarinhar anos a fio (sem nunca chegarem a pavio) nas suas universidades públicas, quando andava no Liceu, quando trabalhei nas obras, e quando fui à tropa. Bastou-me, quase sempre, desferir uma olhadela letal para afastar os fedorentos, e mesmo com físico de lingrinhas não houve bardamerdas que ousasse dar o primeiro passo. Mas não sou ingénuo para acreditar que tudo se resolve assim. Tão pouco que seja assunto ligeiro, patrocinado, cada vez mais, pelo álcool à pressão. E muitos jovens não têm, hoje em dia, a mesma bruteza que tinha-mos à vinte anos atrás, sendo, por isso, presas fáceis ao bando de impotentes, frustrados, inacabados (mental e fisicamente) que por aí se pavoneiam confundindo o braço direito com o pénis erecto. Este é um assunto que já não têm assunto, e a única saída é, sem pejo nem pestanejo, acabar com ele. Aceitá-lo como acto de integração académica, por muito decorado e floreado que ele seja, é um erro. Os já acima referenciados, usa-lo-ão, sempre, como vávula de escape: poluindo e intoxicando e, quem sabe, matando impunemente sob o disfarce de uma bebedeira, ou de uma qualquer outra brincadeira. E mais, o ensino em geral, e neste caso em particular o universitário, não é nada de que possamos estar orgulhosos; nunca o país teve tantos doutores... mas continua a marcar passo à espera, quem sabe, de um traje mais apropriado. E ainda mais, até 1910 a monarquia também era a tradição; ainda há quem a anseie de volta. Por último; Barrancos e as Propinas são aquela excepção!!...
FUI VER OS AVIÕES ATERRAR
O produto Terror parece ser o mais consumido pelos nostálgicos da comunicação social actual.
Enterrado que está o passado, o presente reveste-se de capital importância para o jornalismo... do futuro. E as notícias fresquinhas, sobre tão ilustre produto, chegam de todo o lado (como os alimentos que enfeitam os nossos indispensáveis supermercados) bem embaladas e prontas a digerir sem grande, ou mesmo algum, esforço ou sabor. Este produto, um dos que mais saida têm tido, sem dúvida, no mundo civilizado, é produzido, pelo senhor que partilha do mesmo nome, na propriedade Aterro Sanitário, e embalada em vácuo. Os aviões aterram, diáriamente, vindos de quase todo o mundo desenvolvido, carregadinhos deste tão refinado ingrediente; indispensável aos braços de ferro que sustentam as traves mestras deste globo. Mas como diz cá o meu povo: «Comer só batatas não é bom; nem para a saúde, nem para crescer!»
Aqui estão 3 links para uma vista de olhos no excelente programa da BBC (como sempre, uma referência maior nestes tempos da informação empacotada e de dúbia qualidade) “The Power of Nightmares”, dividido em 3 partes: “Baby It’s Cold Outside”; “The Phantom Victory"; “The Shadow In The Cave”, e a partir destes podem aceder a informação relacionada.
Num trabalho de verdadeiro e isento jornalismo, apresentam-se factos, descontroem-se mitos, e, acima de tudo, revela-se um pouco do muito que se passa nos bastidores. O terror não mora só aqui, e alguns dos líderes do nosso querido ocidente que com ele lidam mais directamente, não só não compreendem a verdadeira dimensão do fogo, tão pouco as suas causas, como não se cansam de lançar mais gasolina –mesmo com os preços do petróleo no seu auge. E que a ETA já o usa há várias décadas. E que a Irlanda do Norte já lhe conhece bem o sabor. E a Itália das Brigadas Vermelhas e da Mafia. A América do Ku Klux Klan. Angola, Moçambique, Timor, Israel, Palestina e Etiópia. África do Sul, Sudão, China e Rússia. Portugal; antes e depois da ditadura. Infinitamente por esse mundo fora... Só mesmo quem nunca sentiu a pobreza e a miséria; só mesmo quem têm como objetivo único o lucro a todo o custo; só mesmo quem pensa que a sua vida é o centro do mundo; só mesmo quem não sabe ver é que pode dar-se ao luxo de falar assim tão levianamente deste pão-nosso-de-cada-dia de tanto ser vivo -que mais não é do que um mero objecto de que se dispõe ao sabor da toada. Porque não são só carros armadilhados, ataques suicídas, terrorismo profissional -patrocinado por ditaduras ou por democracias, guerras limpas e guerras sujas. É tudo isto e muito mais.
Parece-me, também, que a nossa Europa está a acordar, não do pesadelo mas directamente para o meio dele. Esperemos que tomem a medicação adequada, e prescrita fora dos lobies da indústria que assola a política como um cancro maligno, e os militares com assomos de quixotismo. É verdade, os tubarões vegetarianos andam por aí...
Enterrado que está o passado, o presente reveste-se de capital importância para o jornalismo... do futuro. E as notícias fresquinhas, sobre tão ilustre produto, chegam de todo o lado (como os alimentos que enfeitam os nossos indispensáveis supermercados) bem embaladas e prontas a digerir sem grande, ou mesmo algum, esforço ou sabor. Este produto, um dos que mais saida têm tido, sem dúvida, no mundo civilizado, é produzido, pelo senhor que partilha do mesmo nome, na propriedade Aterro Sanitário, e embalada em vácuo. Os aviões aterram, diáriamente, vindos de quase todo o mundo desenvolvido, carregadinhos deste tão refinado ingrediente; indispensável aos braços de ferro que sustentam as traves mestras deste globo. Mas como diz cá o meu povo: «Comer só batatas não é bom; nem para a saúde, nem para crescer!»
Aqui estão 3 links para uma vista de olhos no excelente programa da BBC (como sempre, uma referência maior nestes tempos da informação empacotada e de dúbia qualidade) “The Power of Nightmares”, dividido em 3 partes: “Baby It’s Cold Outside”; “The Phantom Victory"; “The Shadow In The Cave”, e a partir destes podem aceder a informação relacionada.
Num trabalho de verdadeiro e isento jornalismo, apresentam-se factos, descontroem-se mitos, e, acima de tudo, revela-se um pouco do muito que se passa nos bastidores. O terror não mora só aqui, e alguns dos líderes do nosso querido ocidente que com ele lidam mais directamente, não só não compreendem a verdadeira dimensão do fogo, tão pouco as suas causas, como não se cansam de lançar mais gasolina –mesmo com os preços do petróleo no seu auge. E que a ETA já o usa há várias décadas. E que a Irlanda do Norte já lhe conhece bem o sabor. E a Itália das Brigadas Vermelhas e da Mafia. A América do Ku Klux Klan. Angola, Moçambique, Timor, Israel, Palestina e Etiópia. África do Sul, Sudão, China e Rússia. Portugal; antes e depois da ditadura. Infinitamente por esse mundo fora... Só mesmo quem nunca sentiu a pobreza e a miséria; só mesmo quem têm como objetivo único o lucro a todo o custo; só mesmo quem pensa que a sua vida é o centro do mundo; só mesmo quem não sabe ver é que pode dar-se ao luxo de falar assim tão levianamente deste pão-nosso-de-cada-dia de tanto ser vivo -que mais não é do que um mero objecto de que se dispõe ao sabor da toada. Porque não são só carros armadilhados, ataques suicídas, terrorismo profissional -patrocinado por ditaduras ou por democracias, guerras limpas e guerras sujas. É tudo isto e muito mais.
Parece-me, também, que a nossa Europa está a acordar, não do pesadelo mas directamente para o meio dele. Esperemos que tomem a medicação adequada, e prescrita fora dos lobies da indústria que assola a política como um cancro maligno, e os militares com assomos de quixotismo. É verdade, os tubarões vegetarianos andam por aí...
9.11.04
Que tipo de ser vivo pode desperdiçar tanto por um lucro... imaginário?
A procura da felicidade continua, mas noutra dimensão.
E as eternas questões: « quem somos? »; « de onde viemos? »; « qual o sentido da vida? » mantém-se... desperdiçadas. Ouvi muitas (demasiadas) sugestões –algumas ditas de científicas (justíssimo) outras divinas (aceitável). Mas digo-vos eu! Nós somos filhos do vento: soprou-nos de um longíquo, envelhecido e a morrer, planeta através das planícies do tempo, até que nos espalhou –ainda com uns restinhos- neste. Depois... bom começamos tudo de novo, não foi?
E as eternas questões: « quem somos? »; « de onde viemos? »; « qual o sentido da vida? » mantém-se... desperdiçadas. Ouvi muitas (demasiadas) sugestões –algumas ditas de científicas (justíssimo) outras divinas (aceitável). Mas digo-vos eu! Nós somos filhos do vento: soprou-nos de um longíquo, envelhecido e a morrer, planeta através das planícies do tempo, até que nos espalhou –ainda com uns restinhos- neste. Depois... bom começamos tudo de novo, não foi?
22.10.04
O PORTUGAL DOS PEQUENINOS
As noticias que, dia-após-dia, vêm à tona do lamaçal, não são de espantar. Pelo menos para mim. E desde há já muitos anos; numa altura em que as cunhas faziam parte do quotidiano português como o vinho e a cebola. E ainda tenho bem presente, as pressões sociais para que eu tratasse de arranjar o meu tachinho, quando o que eu queria era música. Não tratei do tacho, e ninguém tratou dele por mim. Mas vi os muitos que trataram de arranjar os seus. Uns conhecidos, outros de ver ao longe, e, outros de ouvir falar. Eram também os tempos em que se davam presuntos e frangos ao senhor doutor pela sua abnegada dedicação. Tempos em que os mais humildes tiravam o chapéu ao cruzarem-se com os ilustres das redondezas.
Oh! Como era bonita a procissão! E os casórios entre os tachistas! E as bigodaças fartas! E as panças! E a ignorância! E as senhoras domésticas!
E os anos passaram.
Governos foram eleitos.
Governos cairam.
Fez-se a revolução.
E os anos passaram.
Governos foram eleitos.
Governos cairam.
Mas os caciques mudaram de camisa e continuaram a tratar da vidinha. Outros, que nada sabiam do oficio, juntaram-se-lhes e foram aprendendo o oficio até ao dia em que foram declarados herdeiros. E depois multiplicaram-se, filiaram-se em clubes de futebol e em partidos politicos. Quase sempre sem dar nas vistas. Quase sempre. No entanto houveram algumas excepções. E como foram recuperadas, essas excepções, do anonimato (ou semi) para servirem a pátria, em nome das ideologias partidárias, ganharam um novo folego. E ainda mais com o bombear constante dos milhões comunitários: «Ah! Finalmente o passado africano para trás, e enterrado!»
Era tentação a mais, para mentes tão dadas à improvisação. Daí a meter a mão ao de leve, ao fundo, ao fundão, à luva, e amealhar umas coroas a mais para o futuro incerto foi um pequeno passo para o português, mas um grande passo para a nação.
Bem hajam pessoas tão empreendedoras!
Oh! Como era bonita a procissão! E os casórios entre os tachistas! E as bigodaças fartas! E as panças! E a ignorância! E as senhoras domésticas!
E os anos passaram.
Governos foram eleitos.
Governos cairam.
Fez-se a revolução.
E os anos passaram.
Governos foram eleitos.
Governos cairam.
Mas os caciques mudaram de camisa e continuaram a tratar da vidinha. Outros, que nada sabiam do oficio, juntaram-se-lhes e foram aprendendo o oficio até ao dia em que foram declarados herdeiros. E depois multiplicaram-se, filiaram-se em clubes de futebol e em partidos politicos. Quase sempre sem dar nas vistas. Quase sempre. No entanto houveram algumas excepções. E como foram recuperadas, essas excepções, do anonimato (ou semi) para servirem a pátria, em nome das ideologias partidárias, ganharam um novo folego. E ainda mais com o bombear constante dos milhões comunitários: «Ah! Finalmente o passado africano para trás, e enterrado!»
Era tentação a mais, para mentes tão dadas à improvisação. Daí a meter a mão ao de leve, ao fundo, ao fundão, à luva, e amealhar umas coroas a mais para o futuro incerto foi um pequeno passo para o português, mas um grande passo para a nação.
Bem hajam pessoas tão empreendedoras!
O GUARDA-REDES AMERICANO
As eleições americanas estão no centro das atenções do mundo inteiro como nada até à presente data; para o bem ou para o mal. E se após os atentados do 11 de Setembro praticamente todo os habitantes deste planeta estavam, de alma e coração, ao lado do povo americano nessa hora de dor, não tardou muito para que tudo mudasse. E o primeiro passo foi dado pelo homem que deveria de agradecer, em nome da nação americana, esse gesto espontâneo, e guiar o resto do mundo para um porto seguro. Mas não tardou a surgir a verdadeira essência do lider e do circulo que o assessora: a do quero, posso e mando; a do faço, imponho e desfaço; a do medo, secretismo e vitimização. E por aí fora até ao caótico e imprevisível presente.
Claro que da América – como do resto do mundo- já veio de tudo: bom e mau. E como qualquer bom senso pode dizer, o que mais é recordado são, quase sempre, os aspectos negativos, principalmente quando eles se sucedem uns atrás de outros sem mostras de abrandamento.
Entretanto, as pessoas, mesmo as que vivem em países que estão ainda no limiar do desenvolvimento, conseguem ver, claramente, a arbitrariedade, a parcialidade, a incoerência e a prepotência de quem tem poder, de quem se proclama defensor dos direitos humanos, da liberdade, da economia de mercado, mas que de facto dá, em demasia, o dito pelo não dito. A ignorância não têm fronteiras, e, onde menos se esperava, ela grassa a seu bel prazer pondo em risco, verdadeira e perigosamente, o futuro: não da humanidade mas da criançada; eles é que vão pagar a fatura pelos atos e diversões dos seus progenitores; quer sejam lideres, quer sejam, simplesmente, coniventes (o silêncio é, e será sempre, consentimento tácito) liderados. Até nos países mais “obscuros e medievais” há gente “menos inteligente” capaz de diagnosticar a diplomacia mundial com a doença de Alzheimer em fase terminal.
E daí a dizer que gostaria que o atual presidente americano fosse derrotado nas próximas eleições vai um grande passo. A questão, agora, é saber se não será demasiado tarde. Ou se será justo que outro venha remendar (correndo sérios riscos de falhar e pagar, ele mesmo, o total da factura do seu amigalhaço –que, esfregando as mãos de contente lá para os lados da sua quinta no Texas, rir-se-à a bom rir) a buracada do seu antecessor. No fundo, gostaria que Kerry fosse eleito. Mas devo confessar que também gostaria de ver como é que o presidente Bush irá sair-se desta no caso de ser re-eleito.
Vale a pena ler o interessante artigo (editado) de opinião de Geoge Soros publicado na edição de hoje do jornal Público, ou o original.
Claro que da América – como do resto do mundo- já veio de tudo: bom e mau. E como qualquer bom senso pode dizer, o que mais é recordado são, quase sempre, os aspectos negativos, principalmente quando eles se sucedem uns atrás de outros sem mostras de abrandamento.
Entretanto, as pessoas, mesmo as que vivem em países que estão ainda no limiar do desenvolvimento, conseguem ver, claramente, a arbitrariedade, a parcialidade, a incoerência e a prepotência de quem tem poder, de quem se proclama defensor dos direitos humanos, da liberdade, da economia de mercado, mas que de facto dá, em demasia, o dito pelo não dito. A ignorância não têm fronteiras, e, onde menos se esperava, ela grassa a seu bel prazer pondo em risco, verdadeira e perigosamente, o futuro: não da humanidade mas da criançada; eles é que vão pagar a fatura pelos atos e diversões dos seus progenitores; quer sejam lideres, quer sejam, simplesmente, coniventes (o silêncio é, e será sempre, consentimento tácito) liderados. Até nos países mais “obscuros e medievais” há gente “menos inteligente” capaz de diagnosticar a diplomacia mundial com a doença de Alzheimer em fase terminal.
E daí a dizer que gostaria que o atual presidente americano fosse derrotado nas próximas eleições vai um grande passo. A questão, agora, é saber se não será demasiado tarde. Ou se será justo que outro venha remendar (correndo sérios riscos de falhar e pagar, ele mesmo, o total da factura do seu amigalhaço –que, esfregando as mãos de contente lá para os lados da sua quinta no Texas, rir-se-à a bom rir) a buracada do seu antecessor. No fundo, gostaria que Kerry fosse eleito. Mas devo confessar que também gostaria de ver como é que o presidente Bush irá sair-se desta no caso de ser re-eleito.
Vale a pena ler o interessante artigo (editado) de opinião de Geoge Soros publicado na edição de hoje do jornal Público, ou o original.
9.10.04
PRONTO A VESTIR, E DESCARTÁVEL
Tantas vezes me apetece escrever só para descascar em tudo o que vai mal no nosso pequeno quintal na traseira da europa (ou será na frente?). E já o fiz, devo de confessar, mas sem sucesso. Ainda bem! Dá-me tempo de aprofundar, de mudar de opinião e, acima de tudo, deixa-me entalado na minha perguiça; teimosa e ordinária. Mas é por demais evidente de que temos pessoas bem capazes de o fazer (e bem melhor) por mim; uns profissionais, outros amadores. Por isso a questão: «Para que serve, afinal, todo este zum-zum se os resultados são, ao invés de positivos, ainda mais negativos?» Ou: «Se escrevemos tão bem e acertadamente, qual é, então, o interesse de o fazer se tudo continua como dantes?...»
Sinto que quanto mais se critica, analisa, disseca, soneca, arrasa, abrasa, os estados psico-fisicos do país em geral, mais deprimido e bandido este fica.
Soluções? Não creio.
Alterações? Levam demasiado tempo (e dinheiro) e quando chegam a de facto estão, já, obsoletas, vulgo fora do prazo de validade, vulgo em cadeira de rodas por razões de incapacidade maior (motora?).
Sugestões? Sim, tenho algumas (sempre é mais fácil e são gratuitas):
-Criminalizar a política. Quero dizer, tornem os políticos responsáveis criminalmente; quer pelos seus actos de má gestão(governação irresponsável, tendenciosa, amigável, etc.), quer, pelos de caracter criminoso (ao abrigo de novas leis, claro... incluindo a prisão perpétua),
-Após os actos eleitorais, os vencedores apanhados a celebrar serão desclassificados. Eu explico. É óbvio que governar os destinos de um país/povo não é tarefa brejeira, do tipo arraial popular. É, isso sim, um acto de sacrificio, abnegação, total dedicação, responsabilidade/exemplo moral, e, mais do que tudo, porque é um acto voluntário não se podem refugiar em pantomimas endiabradas, em malabarismos reumáticos, em actuações pró-boneco, etc. Isto porque quando os vejo a celebrarem, imediatamente me vêm ao pensamento: «Estes gajos estão a gozar comigo» ou: «Quem no seu perfeito juizo celebra a dureza, o sacrificio...» ou: «Eles não podem ser sérios.» Não, não posso acreditar que realmente estejam motivados, e/ou dispostos a tal sacrificio que não o masturbatório, o de proveito próprio, o de mediatismo, o de despotismo.
-Acabar com a oposição, que mais parece um bando de maltrapilhos bem (discutível) engravato-fateados, e com tiques e taques que, assumamos, não convencem ninguém. Crie-se, em sua substituição, a CO(M)POSIÇÃO.
-Acabe-se com o cargo imbecil da Presidência da República e, em sua substituição, crie-se o de: MÃE E PAI MAIS MAIS REPRODUTIVOS DO PAÍS.
-Acabem-se com todos os ministérios e crie-se o MISTÉRIO GLOBAL.
-Acabem com o sistema de Primeira Classe. Em tudo. Use-se o sistema: POR ORDEM DE CHEGADA. Sem cair na tentação de siglar por tudo e por nada (até soa a pornográfico...).
24/10/2003 15:10
Sinto que quanto mais se critica, analisa, disseca, soneca, arrasa, abrasa, os estados psico-fisicos do país em geral, mais deprimido e bandido este fica.
Soluções? Não creio.
Alterações? Levam demasiado tempo (e dinheiro) e quando chegam a de facto estão, já, obsoletas, vulgo fora do prazo de validade, vulgo em cadeira de rodas por razões de incapacidade maior (motora?).
Sugestões? Sim, tenho algumas (sempre é mais fácil e são gratuitas):
-Criminalizar a política. Quero dizer, tornem os políticos responsáveis criminalmente; quer pelos seus actos de má gestão(governação irresponsável, tendenciosa, amigável, etc.), quer, pelos de caracter criminoso (ao abrigo de novas leis, claro... incluindo a prisão perpétua),
-Após os actos eleitorais, os vencedores apanhados a celebrar serão desclassificados. Eu explico. É óbvio que governar os destinos de um país/povo não é tarefa brejeira, do tipo arraial popular. É, isso sim, um acto de sacrificio, abnegação, total dedicação, responsabilidade/exemplo moral, e, mais do que tudo, porque é um acto voluntário não se podem refugiar em pantomimas endiabradas, em malabarismos reumáticos, em actuações pró-boneco, etc. Isto porque quando os vejo a celebrarem, imediatamente me vêm ao pensamento: «Estes gajos estão a gozar comigo» ou: «Quem no seu perfeito juizo celebra a dureza, o sacrificio...» ou: «Eles não podem ser sérios.» Não, não posso acreditar que realmente estejam motivados, e/ou dispostos a tal sacrificio que não o masturbatório, o de proveito próprio, o de mediatismo, o de despotismo.
-Acabar com a oposição, que mais parece um bando de maltrapilhos bem (discutível) engravato-fateados, e com tiques e taques que, assumamos, não convencem ninguém. Crie-se, em sua substituição, a CO(M)POSIÇÃO.
-Acabe-se com o cargo imbecil da Presidência da República e, em sua substituição, crie-se o de: MÃE E PAI MAIS MAIS REPRODUTIVOS DO PAÍS.
-Acabem-se com todos os ministérios e crie-se o MISTÉRIO GLOBAL.
-Acabem com o sistema de Primeira Classe. Em tudo. Use-se o sistema: POR ORDEM DE CHEGADA. Sem cair na tentação de siglar por tudo e por nada (até soa a pornográfico...).
24/10/2003 15:10
8.10.04
MARCELO BATEDOR
Uma demissãozeca de um falador bastante dotado na arte da faladura, mas que falhou redondamente quando teve a oportunidade (sem ser muito autocrítico, creio) de mostrar o que valia quando esteve à frente (depressa ficou atrás) do partido em que agora bate a gosto (e faz muito bem) e o mundo desaba. Quero dizer, o mundinho português. E o P. da R. vira investigador (ou será instigador/procurador/doutor...) e sai em defesa da liberdade; algo que ainda está para vir para quem está preso –não no aljube VIP da PJ, mas em Custóias, ou em Tires, ou a uma cama de hospital sem energia eléctrica para fazer funcionar a ventilação artificial.
Será que este senhor adulto, eloquente e professorado não têm advogado? Ou dinheiro para contratar um? Ou mais que fazer?
E já se fala na demissão do governo.
E eu já perdi a esperança... já lá vão muitos anos.
p.s. Entre demissões, nomeações, comissões e estações saiem todos com mais do que quando entraram! Não é?
Será que este senhor adulto, eloquente e professorado não têm advogado? Ou dinheiro para contratar um? Ou mais que fazer?
E já se fala na demissão do governo.
E eu já perdi a esperança... já lá vão muitos anos.
p.s. Entre demissões, nomeações, comissões e estações saiem todos com mais do que quando entraram! Não é?
7.9.04
PRA MELHOR ESTÁ BEM ESTÁ...
Passou-me pelos olhos (cheguei a pensar que era eu a passar pelas brasas…) uma noticia dos tempos modernos; já poucas coisas me espantam, e esta muito menos.
A dita noticia dizia respeito a um construtor de veiculos automóveis que, devido a dificuldades financeiras (dizem eles), propôs aos seus trabalhadores aumentar de 35 para 40 horas o trabalho semanal sem que por isso lhes fosse dada qualquer compensação extraordinária: extraordinário, não é?
Será que também vão pedir aos pobres dos accionistas maioritários para doarem metade das suas fortunas aos accionistas minoritários?
Irão pedir aos compradores dos seus veículos automóveis para, em vez de 4+1, só levarem 3-2 pneus?
Ou, em vez de assentos estofados uns banquinhos em madeira?
Claro que tudo isto são suposições minhas. E sem ofensa. Inclusivé, e porque já há tantos anos que ando em dificuldades financeiras, cheguei mesmo a pensar, invertendo os papéis é claro, propôr o mesmo à minha entidade patronal (que nome mais bonito); é que assim teria mais tempo livre que poderia usar para aviar mais uns trocados: noutro emprego... ou até no mesmo. É tudo uma questão de matemática, não é?
Viva a democracia!
Viva a falência!
Viva o capital de risco!
P.S. Ò Sr. Primeiro Ministro, com tantos problemas, quero dizer –carga de trabalhos- para resolver dê lá uma vista de olhos pela ideia, a ver da sua aplicabilidade (ou habilidade) na Assembleia da República. O país ficaria muito grato e a produtividade certamente aumentaria. E não só...
A dita noticia dizia respeito a um construtor de veiculos automóveis que, devido a dificuldades financeiras (dizem eles), propôs aos seus trabalhadores aumentar de 35 para 40 horas o trabalho semanal sem que por isso lhes fosse dada qualquer compensação extraordinária: extraordinário, não é?
Será que também vão pedir aos pobres dos accionistas maioritários para doarem metade das suas fortunas aos accionistas minoritários?
Irão pedir aos compradores dos seus veículos automóveis para, em vez de 4+1, só levarem 3-2 pneus?
Ou, em vez de assentos estofados uns banquinhos em madeira?
Claro que tudo isto são suposições minhas. E sem ofensa. Inclusivé, e porque já há tantos anos que ando em dificuldades financeiras, cheguei mesmo a pensar, invertendo os papéis é claro, propôr o mesmo à minha entidade patronal (que nome mais bonito); é que assim teria mais tempo livre que poderia usar para aviar mais uns trocados: noutro emprego... ou até no mesmo. É tudo uma questão de matemática, não é?
Viva a democracia!
Viva a falência!
Viva o capital de risco!
P.S. Ò Sr. Primeiro Ministro, com tantos problemas, quero dizer –carga de trabalhos- para resolver dê lá uma vista de olhos pela ideia, a ver da sua aplicabilidade (ou habilidade) na Assembleia da República. O país ficaria muito grato e a produtividade certamente aumentaria. E não só...
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