Infinity for tea
With milk
And sugar.
From the sea
We get oysters,
Mad fishes
And salt.
I swim
Easily
With infinity
But a cup
Of tea,
No milk
You see,
Not for
Me.
And I shall
Dance
Around infinity
‘Till she’s
Tired of me
Then I will
Marry her
And have
Infinitea.
©2010 manxa
AFUNDADO EM 6 DE ABRIL DE 2004
© R.X. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
11.2.10
8.2.10
RETRO VISÃO
Para tentar estabelecer um recorde de saltos para trás, Zé-Polvinho tem andado, muito suado, a treinar os Crómicos na arte do retro-visor: ver sem olhar para trás.
Também atento à agenda Lisboa 2000 –que garantiu que se esforçariam muito... para que a economia da UE baseada no conhecimento fosse a mais competitiva e dinâmica do mundo em 2010- Zé-Polvinho inaugurou a primeira escola-estufa –de sua iniciativa- para, pelo-sim-pelo-chão, acabar com o crescimento do tal conhecimento. Da economia, entretanto, encarregou-se o governo, através duma série de estu-fados, cujos dados ainda não puderam dar nada, mas que dão equivalência obrigatória.
Também atento à agenda Lisboa 2000 –que garantiu que se esforçariam muito... para que a economia da UE baseada no conhecimento fosse a mais competitiva e dinâmica do mundo em 2010- Zé-Polvinho inaugurou a primeira escola-estufa –de sua iniciativa- para, pelo-sim-pelo-chão, acabar com o crescimento do tal conhecimento. Da economia, entretanto, encarregou-se o governo, através duma série de estu-fados, cujos dados ainda não puderam dar nada, mas que dão equivalência obrigatória.
7.2.10
WORLD WILD WEST
Zé Polvinho, e os seus Crómicos
, criou uma nova web. Nessa teia, sem rede por baixo, os malabarismos são inspirados nos saudosos tempos –pelo menos aqui para o manxa- do velhinho faroeste: cavalos de corrida, bagaço do alambique no salon, tiroteios por tum-cá-tum-lá... enfim, tudo virtual e promissora fonte de entretenimento; basta clicar na ratoeira.
, criou uma nova web. Nessa teia, sem rede por baixo, os malabarismos são inspirados nos saudosos tempos –pelo menos aqui para o manxa- do velhinho faroeste: cavalos de corrida, bagaço do alambique no salon, tiroteios por tum-cá-tum-lá... enfim, tudo virtual e promissora fonte de entretenimento; basta clicar na ratoeira.
ZÉ POLVINHO
6.2.10
TERRA MOTO
Acabe-se com as ajudas financeiro/humanitárias a países miseráveis e acabar-se-á a sua misério/dependência em menos tempo, e com mais sucesso, do que se pensa.
Para não falar dos paraísos financeiros, onde os habi-tu-és (isto porque adjectivos como corrupto, ditador, cobarde, etc. não funcionam quando se vestem fatos respeitáveis e caros!!!) sem qualquer problema, ou susto, guardam as suas economias –ao lado das dos seus principais patrocinadores- economizadas a custo de tanto suor, lágrimas e sangue...
Conclusão: de uma maneira ou de outra os desgraçados morrem à fome, à doença, depois de nascerem e até antes de crescerem, com tiros às costas e, cada vez mais,com direito a foto/vídeo/banda sonora/ nos principais meios de comunicação capitalista do mundo. E até nos pensamentos de uma grande parte (os mais melódicos) dos artistas mais importantes das actualidades –que já assinam contratos em que se compro-metem a cantar em tudo quanto for festa de angariação!!!!
Aleluia!
Amén!
Jimi Hendrix would love it!
Slogan: humanitarian relief (…) helping dictators helping themselves; meaning: transformar diabinhos em anjinhos.
Dado científico: não houve nenhuma catástrofe natural –tirando a que deu cabo dos cuchi-cuchi dinossauros- que tivesse causado tantas vítimas como as ajudas humanitárias!
Fonte: manxa
Para não falar dos paraísos financeiros, onde os habi-tu-és (isto porque adjectivos como corrupto, ditador, cobarde, etc. não funcionam quando se vestem fatos respeitáveis e caros!!!) sem qualquer problema, ou susto, guardam as suas economias –ao lado das dos seus principais patrocinadores- economizadas a custo de tanto suor, lágrimas e sangue...
Conclusão: de uma maneira ou de outra os desgraçados morrem à fome, à doença, depois de nascerem e até antes de crescerem, com tiros às costas e, cada vez mais,com direito a foto/vídeo/banda sonora/ nos principais meios de comunicação capitalista do mundo. E até nos pensamentos de uma grande parte (os mais melódicos) dos artistas mais importantes das actualidades –que já assinam contratos em que se compro-metem a cantar em tudo quanto for festa de angariação!!!!
Aleluia!
Amén!
Jimi Hendrix would love it!
Slogan: humanitarian relief (…) helping dictators helping themselves; meaning: transformar diabinhos em anjinhos.
Dado científico: não houve nenhuma catástrofe natural –tirando a que deu cabo dos cuchi-cuchi dinossauros- que tivesse causado tantas vítimas como as ajudas humanitárias!
Fonte: manxa
19.1.10
TEMPLO AO TEMPO
«Não tenho tempo!»
Dizem uns aos outros
Como se fosse
Uma coisa séria,
Pensada,
Enfim,
Verdadeira.
Mas é, apenas,
Uma maneira
De esconder
A verdade
Quando
Não se sabe
Mais o que
Dizer.
Eu, o que
Tenho mais
É tempo;
Tanto
Que até
Lhe construí
Um templo.
Adoro-o
Todos os
Dias
Mas sem
Manias,
E quando
Posso
Troco-lhe
O passo
E fico
Sentado
Ao seu lado,
A pensar
No que
Lhe vou
Perguntar.
Mais tempo?
Para quê?
Para quem?
Para quando?
Pois eu
Estou bem
Assim,
Desde
Que ele
Não se atrase.
Além do mais
Está quase...

Dizem uns aos outros
Como se fosse
Uma coisa séria,
Pensada,
Enfim,
Verdadeira.
Mas é, apenas,
Uma maneira
De esconder
A verdade
Quando
Não se sabe
Mais o que
Dizer.
Eu, o que
Tenho mais
É tempo;
Tanto
Que até
Lhe construí
Um templo.
Adoro-o
Todos os
Dias
Mas sem
Manias,
E quando
Posso
Troco-lhe
O passo
E fico
Sentado
Ao seu lado,
A pensar
No que
Lhe vou
Perguntar.
Mais tempo?
Para quê?
Para quem?
Para quando?
Pois eu
Estou bem
Assim,
Desde
Que ele
Não se atrase.
Além do mais
Está quase...
DOCE NA CABANA
O sol, a espreitar
por detrás dum calhau do tamanho da lua, prepara-se para aquecer tudo e todos; quer queiram, quer não, pois é verão.
Raramente me apetece, e muito menos o faço, mas decidi levantar-me mais cedo, arejar, amplamente, a cabana, e cozinhar (ou será confeccionar?) um doce.
Mas a culinária não é o meu forte, e talvez um doce na cabana não altere essa moda.
por detrás dum calhau do tamanho da lua, prepara-se para aquecer tudo e todos; quer queiram, quer não, pois é verão.Raramente me apetece, e muito menos o faço, mas decidi levantar-me mais cedo, arejar, amplamente, a cabana, e cozinhar (ou será confeccionar?) um doce.
Mas a culinária não é o meu forte, e talvez um doce na cabana não altere essa moda.
OS BANQUEIROS DO EXTERMÍNIO DA VONTADE
Desde sempre que o sistema capitalista tem um defeito de fabrico que o impede de, pelo menos, ser perfeito; e não afirmo mais perfeiro mas PERFEITO!Históricamente é possível re-ver todas as grandiosas maldades que em seu nome se cometeram; todas as irracionalidades e todos os crimes –que ficam, em 9% (conclusão minha!) dos casos, orfãos e sem consequentes penalidades- e, se não fosse por mais nada, a obscenidade de alguma riqueza deveria de arrasar a questão e mandar os culpados pedir esmola. Mas não, apenas impola, ainda mais, a bolha e mantém a insanidade do querer a par da sanidade do ter. Se melhor prova fosse necessária para provar a insanidade desta humanidade não a encontraríamos; agora que a temos não a usamos para nada!
17.1.10
HELP
São 4 da manhã, fui à polícia já há mais de meia hora, mas a festa continua e polícia nem vê-la -apesar da senhora me ter comunicado, pelo intercomunicador, que iria mandar alguém.
Mas o grave são os graves que abanam todo o prédio; ainda por cima a música faz eco no prédio em frente. Enfim, Amsterdão já não é o que era, e eu não conto adormecer antes das 6 da manhã. E das duas uma, ou os meus vizinhos são mais duros de ouvido que uma pedra, ou, então, não estão legais!!! Hum!
Mas o grave são os graves que abanam todo o prédio; ainda por cima a música faz eco no prédio em frente. Enfim, Amsterdão já não é o que era, e eu não conto adormecer antes das 6 da manhã. E das duas uma, ou os meus vizinhos são mais duros de ouvido que uma pedra, ou, então, não estão legais!!! Hum!
12.1.10
AGRA(DA-ME)
As nuvens cinzentas estão tão tristes que choram sem parar.
E o chão, já tão ensopado, não quer engolir mais água; parece um lago, e se tem ervas um arrozal. As árvores, meio despidas e com folhas envelhecidas, transformam a vista num belo quadro (melhor do que os pintados). Mas os pinheiros ainda tem as folhas verdes, e eu, de repente, voltei à minha infância com tamanha alegria que só me apetece correr por esta terra imaculada, e inspirar a frescura, os cheiros e as fantasias que por lá andam à mão de apanhar. O rio, alimentado por múltiplos riachos, espontâneos ou renegados, corre enfurecido, batendo nas pedras e salpicando tudo. E até o vento não quis faltar a esta festa; naturalmente espontânea. Parece que (re)encontrei o meu paraíso!
E o chão, já tão ensopado, não quer engolir mais água; parece um lago, e se tem ervas um arrozal. As árvores, meio despidas e com folhas envelhecidas, transformam a vista num belo quadro (melhor do que os pintados). Mas os pinheiros ainda tem as folhas verdes, e eu, de repente, voltei à minha infância com tamanha alegria que só me apetece correr por esta terra imaculada, e inspirar a frescura, os cheiros e as fantasias que por lá andam à mão de apanhar. O rio, alimentado por múltiplos riachos, espontâneos ou renegados, corre enfurecido, batendo nas pedras e salpicando tudo. E até o vento não quis faltar a esta festa; naturalmente espontânea. Parece que (re)encontrei o meu paraíso!
7.1.10
6.1.10
5.1.10
COMO É QUE EU VOU DIZER AO MORTO QUE ELE ESTÁ MORTO?
Opressões, incompreensões, enganações e falta de tesões, há séculos (mais do que milénios) que nos consomem a vida como se a vida fosse para consumir assim; de faca e garfo. Mas hoje, as culinárias (e as receitas) são outras; menos cozinhadas e mais cruas. E os ‘chefes’ já não sonham com estrelas mas com paraísos: artificiais, fiscais... ou, simplesmente, carnais.
ROBOTRALHA
O futuro das famílias, do trabalho (da liberdade) e do lazer passará pelos robotralha; trabalham tanto como os japoneses e são tão baratos como os chineses (sem o problema da qualidade). Assim, e para que percebam o meu raciocínio, cada família deve ter direito a uma destas máquinas, que trabalhará (e ganhará o pão) enquanto a família se dedicará, por inteiro, à jardinagem –e outras coisas boas- ficando, depois, com os ganhos salariais do mesmo. Este, por sua vez, encarregar-se-á da auto-manutenção, não terá segurança-social e quando tiver de se re(ciclar)formar não terá necessidade de pensão. Ou o que quer que seja.
Só vantagens! Encomende já!
Só vantagens! Encomende já!
SAPATILHAS DE DEDO
Antigamente (a minha palavra favorita para demostrar o quão experiente sou) corria-se por gosto, por necessidade e de qualquer maneira. Hoje... bom, é preciso vontade, depois sapatilhas sem atrito, calças/calções justinhas, camisola/t’shirt da mesma pinta, casaco de chuva para quando não/está a chover (ainda estou para ver quando chegarão os guarda-chuvas para sapatilhas...) mp3 com uma selecção musical sem altos nem baixos, um cinto com várias garrafas contendo vários líquidos, qualquer coisa para medir o bio-ritmo (ou a pulsação e a tossse...) e, em casos de vanguarda, um treinador pessoal e, nos casos de rectaguarda, guarda-lamas mesmo. Enfim, já não me apetece correr tanto como antigamente.
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