“Errar é humano!” –confessaram-me. Mas eu, que tenho errado sem parar, ainda não cheguei ao 20 milhões de euros de erros; pela vista grossa, a média do médio político lusitano. Isto a propósito da faladura do ex- de Durão B. –Abílio Morgado- em que afirma não estar surpreendido com os 20 milhões de euros de custos decorrentes dos erros no concurso de professores para o ano lectivo 2004/5, e que se deveram a falta de coordenação. Motora? Pergunto eu, sem querer ofender! Pelos vistos, foi mais falta de tudo: “clamorosa falha dos serviços na preparação das listas provisórias”; “questões simples de método de trabalho, de descoordenação e de falta de rigor e de deligência” ainda segundo o mesmo ex-. Bendito o povo que diz: «Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo»!
Nota final: A faladura passou-se na Liga Portuguesa de Deficientes Motores aquando o lançamento da obra “Educação – Mudar é Possível. O que falta? Recursos ou Políticas”; com um título destes deve de estar para o ensino (primário, secundário, terciário, etc.) como a Bíblia está para a salvação... das almas gémeas!!!!
AFUNDADO EM 6 DE ABRIL DE 2004
© R.X. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
31.5.05
15.5.05
POR ESTE ANDAR, AINDA VÃO SOBRAR ALGUNS!
A justiça de Fafe, é uma bem conhecida lenda nacional, e o sobreiro, uma árvore mal arrolhada pelos políticos de “serviço“. Sendo Portugal o país que possui a maior área mundial de sobreiros, espanta-me que querer cortar uns poucos, por razões de interesse nacional, seja razão para tanto barulho e, por consequência, escutas atentas. «Vá lá, não há necessidade de tanta bordoada!»
CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL
“ A razão pela qual os Japoneses são tão pequenos e têm a pele amarelada, deve-se ao facto de nos últimos 2000 anos só terem comido peixe e arroz... Se nós comessemos hamburgueres da McDonald’s, e batatas, durante 1000 anos ficariamos mais altos, a nossa pele ficaria branca e o nosso cabelo loiro.” Den Fujita, presidente da McDonald’s no Japão
16.4.05
FRUTA PARA DORMIR
O futebol continua a dar apitadelas estridentes; mesmo quando o faz com apitos dourados! Já deambulei sobre o assunto mas, honestamente, cansei-me. Sou portista desde que me lembro, e sempre tive orgulho –mesmo sem saber porquê; são aquelas coisas que não adianta perceber, porque corre nas veias de pais para filhos (evidentemente com algumas excepções!) e sempre é mais difícil de mudar de clube do que de partido político. O futebol precisa de voltar a ser desporto. Mas é SAD! E a tristeza que me assola não esmorece; volto-lhe as costas e, enfim, sinto-me outra vez em grande forma. Não creio que me volte a apaixonar... Resta-me o raguebi como consolo de ver atletas a darem o litro, a lutarem corpo a corpo até à exaustão, mas com raras agressões e, acima de tudo, com excitantes e fantásticas prestações desportivas. «-Viva o Melão!»
17.3.05
NÃO DÊ DE BEBER A QUEM NÃO TÊM SEDE
Hoje, ao ler a edição online do PÚBLICO, dei de caras com duas fotos da mesma cara, quero dizer, fotos de Portugal tiradas por satélite. O que elas mostram já não é novidade nenhuma: o país corre veloz para a aridez total. E, apesar do site do Instituto Nacional da Agua, ser de uma beleza azulada, continuo com dúvidas sobre o que o governo pretende fazer com mais esta bomba-relógio. A dita seca, não é assunto para se resolver amanhã . O país está, sériamente, em risco de rápidamente se transformar num deserto; quer pela fraca (já crónica no sul) precipitação pluvial, quer pela dizimação das florestas às labaredas dos fogos (crónicos em todo o país). A tudo isto junte-se a pouca vontade dos espanhóis de negociarem acordos justos sobre os caudais dos rios que perpassam os dois países, o aquecimento global e, é fácil constatar que este deveria de ser o problema número um na agenda política. Mas não é. Sê-lo-á já tarde, quando a brasa não tiver: nem sardinhas nem pimentos pr’assar! O povo, esse continuará a pagar as facturas exorbitantes para enriquecimento dos senhores da água, e para compensar o esbanjamento da mesma através dos milhares de furos que assolam os sistemas de abastecimento e que são reparados com a celeridade característica das caracoletas!
VOLTA E MEIA DEITA-SE... NAS CURVAS!
O caso do Santana e das voltas que deu para voltar à câmara de Lisboa é prematuro; foi eleito pelos lisboetas, e não promovido à pressão. Que ele gosta de se fazer dificil, bom, já não é novidade nenhuma; gramem-no e consultem o astral para saberem as cenas dos próximos capítulos.
IMPORTA-ME A MIM!
O problema da democracia exportada dos EUA para o Iraque é que se os militares americanos se retirassem neste preciso momento ela desmoronar-se-ia como um castelo de areia atingido pela primeira onda da maré cheia. Querer começar a construir casas a partir do telhado nunca foi funcional nem prático: é preciso que a grua aguente o telhado até que as fundações, bem fundamentadas, estejam prontas a receber o chapéu!... E o exemplo bem mais flagrante da incapacidade do ocidental mundo (eles teimam em esquecer) ou não se arrastasse há demasiado tempo -por tudo e por nada- é o caso da Irlanda do Norte. A situação é tão medieval que nem consigo comentá-la.
10.3.05
AR FRESCO
Hoje, movido não sei por que curiosidade (a do curioso, creio...) decidi ir à descoberta da Assembleia da República na net e, sem querer, descobri o encanto da literatura romanesca dos nossos Depoetas. Foi uma navegação sumária, que rápidamente me deu munição para voltar ao zurzimento dos burros -coitados! Bastou-me ir ao blogAR (Sistema de blogs da Assembleia da República) para as encontrAR ao desbarato. Desde notícias de reuniões do Bureau (será o Federal Bureau of Investigation?) do Intergrupo “Família e Protecção da Infância”... sobre o IVA das fraldas (para mim deveriam de estar isentas) para crianças, como épicas deambulações em torno do europeísmo, cidadania, identidade (etc.) escritas a sangue frio e empedradas nos caminhos das Vias Rápidas (ViRás?). Não vou entrar em pormenores (basta ir a http://www.assembleiadarepublica.pt/ e dar uma vista de olhos: vale bem a pena!) mas despedir-me com a nomeação de palavras avulsas, retiradas do blog “Casa dos Comuns:: LIÇÕES ELEITORAIS” do Deputado GUILHERME D''OLIVEIRA MARTINS, e que falam por si: atípica; ressentimento; negativa; boatos; sórdidos; vitimização; laivos; kitsch; estranho; guerreiro; poção; mágica; aldeia; interrupções; despropositadas; fama; imbatível; displicente; reticências; mil; alertas; instabilidade; psicológica; temer; pior; crise; dúvidas; contradições; puxão; orelhas; detonadores; agravamento; abaixamento; recrudescer; recessão; norte; julgou; confusões; coisas; estranha; interregno; luminárias; miríficas; messiânico; negativo; profetas; desgraça; neo; sebastianista; difícil; incerta; elitistas; feneceram; estabilidade; governabilidade; orfão; retoma; crise; desemprego; lógica; depressiva; ausência; desígnio; sério; justo; caça; bruxas; dados; lançados; traduzir; actos; mobilização; rigor; esforço; disciplina; regra; liberdade... Bom, misture bem, junte umas pitadas de paciência e ilusão q.b., e cozinhe tudo em brandos lumes; deverá deliciar-se com moderação!
1.3.05
O ORIENTE PRÓXIMO
Tony Blair é o querido milhões! Esta tarde, ao vivo, enquanto discursava acerca do mapa de estradas (quem precisa dele quando temos GPS?) ele demonstrou o seu verdadeiro EU acerca do distante euro(pa): «a comunidade Europeia contribuirá com 350 milhões de dolares… os EUA contribuirão com alguns milhões de... dolares… e o Reino Unido dará milhões de… libras esterlinas…» Confundido? Não esteja, é só uma questão monetária! «O meu nome é Monetária, Conversão Monetária! »
SERÁ QUE VAI CHOVER, AMANHÃ?
Vivemos como se o futuro estivesse garantido...! E comportamo-nos como se não houvesse futuro algum...!
28.2.05
ÁGUAS DO CAVALHEIRO
José Mourinho, português e treinador do Chelsea, é um gentleman! E mais, não têm ouvidos de mercador; quando não gosta da música (de que música gostará?) assume o papel de maestro e manda calar a orquestra. Nem mais um pio! Nem mais!
24.2.05
“ONCE UPON A TIME IN THE WEST”
Condoleezza veio dar arroz-doce, Bush, palmadinhas nas costas!
A vinda do presidente americano à europa indicía, claramente, duas coisas:
-Ele continua a dar as ordens e;
-Business as usual.
A sua recepção não deixa de ser patética, deliciosamente ilustrada pelas sorridentes fotos de família (para mais tarde recordar...) quer pela auto-ingestão europeia de sapos crús, quer pela candura com que ele fuma o cachimbo da paz.
Mais patético, só a presença dos pobres coitados empunhando cartazes com as palavras de ordem habituais: ACIMA; ABAIXO; FORA; NUNCA; JAMAIS; ETC.
A vinda do presidente americano à europa indicía, claramente, duas coisas:
-Ele continua a dar as ordens e;
-Business as usual.
A sua recepção não deixa de ser patética, deliciosamente ilustrada pelas sorridentes fotos de família (para mais tarde recordar...) quer pela auto-ingestão europeia de sapos crús, quer pela candura com que ele fuma o cachimbo da paz.
Mais patético, só a presença dos pobres coitados empunhando cartazes com as palavras de ordem habituais: ACIMA; ABAIXO; FORA; NUNCA; JAMAIS; ETC.
“POVO QUE (AINDA) LAVAS NO RIO”
Se o PS obteve a maioria dos votos, isso não foi surpresa alguma; se o PSD obteve menos, também não (tão a ver a coisa!). O BE não cabe em si de contente com tanta bonança (até parece que vão formar governo...), e como é deduzivel pelas suas palavras de ordem (infelizmente, para eles, não deverá afectar os impostos!) continuam a marchar para trás como miúdos a brincar no recreio da escola. Quanto ao inquilino a ser “despejado” de São Bento, nada a comentar. Mesmo nada!
É para Sócrates (só de nome, creio) que vai a minha bílis e o meu murro na mesa (de cabeceira, para que não comece já a pensar em ir dormir uma sestazinha). O senhor (não se assuste, sou pequeno e vivo, de momento, noutro país) começou mal, e como tal não têm qualquer desculpa para vir a ser mais um a acabar mal o que mal começou.
E, tal como previsto, lá terei de bater na mesma tecla: a das celebrações dos políticos após eleições. Não, não suporto ver politicos a celebrarem as vitórias eleitorais; quem perde não são os outros partidos é, tão somente, o povo: o que votou nos socialistas, o que votou nos sociais democratas, o que não votou, o que votou em branco, o que teve que emigrar, o que já não se ilude com as festarolas eleitorais. Porventura, aquilo que ainda move os politiquitos portugueses é a roda quadrada, vulgo egocêntrica. É quererem provar a toda a gente que são gente. É a possibilidade de dizer: «Vês mamã, consegui, consegui! Eu sou importante! Eu sou poderoso! Eu sou... Amén!»
Aguarde pela sedimentação da senda “CAL, O RIJO!”
É para Sócrates (só de nome, creio) que vai a minha bílis e o meu murro na mesa (de cabeceira, para que não comece já a pensar em ir dormir uma sestazinha). O senhor (não se assuste, sou pequeno e vivo, de momento, noutro país) começou mal, e como tal não têm qualquer desculpa para vir a ser mais um a acabar mal o que mal começou.
E, tal como previsto, lá terei de bater na mesma tecla: a das celebrações dos políticos após eleições. Não, não suporto ver politicos a celebrarem as vitórias eleitorais; quem perde não são os outros partidos é, tão somente, o povo: o que votou nos socialistas, o que votou nos sociais democratas, o que não votou, o que votou em branco, o que teve que emigrar, o que já não se ilude com as festarolas eleitorais. Porventura, aquilo que ainda move os politiquitos portugueses é a roda quadrada, vulgo egocêntrica. É quererem provar a toda a gente que são gente. É a possibilidade de dizer: «Vês mamã, consegui, consegui! Eu sou importante! Eu sou poderoso! Eu sou... Amén!»
Aguarde pela sedimentação da senda “CAL, O RIJO!”
16.2.05
LIGAÇÕES INOCENTES?
O mundo da política e dos negócios é, porventura, rico em pormenores escabrosos e obscuros, que vêm, cada vez mais, à luz do dia para iluminar o tráfico de influências em que ambos se envolvem desde sempre. E com lucros tremendos para ambas as partes, depositados, preferencialmente em paraísos fiscais, e ao abrigo de maus olhados. Não é, pois, de admirar que a política esteja cada vez mais manietada, e sirva, principalmente, os grandes, eu diria mesmo justos, interesses dos que têm dinheiro e poder; afinal são eles que fazem o mundo girar –mesmo que seja sempre na direcção contrária ao movimento de translação da terra. E o fedor é tamanho que quase dá para enlouquecer a mente mais brilhante e atenta. Senão mesmo aniquilar qualquer esboço de um esforço para alterar (para melhor) o modus operandi; cimentado ao longo de anos de orgiástico forróbodó; icólume e, porventura, inevitável.
Mas que há ligações que em nada são inocentes, isso há! E que há paraísos fiscais empanturrados de dinheiro fácil e sujo, isso há! E que há gente poderosa que não olha a meios para satisfazer os seus desejos de riqueza, nem se preocupa muito com as dúbias personalidades com quem se envolvem, isso há! Está tudo bem documentado, quer através de investigações judiciárias, quer através de investigações jornalistícas. E se há condenações de facto, essas são, com toda a certeza, menores do que as que seriam possíveis e necessárias para limpar a sujidade entranhada. E cada um pode tirar as suas conclusões, sem risco de vir a ter hipotéticos problemas com a justiça se se mantiver caladinho!!!
Não, isto nada têm que ver com as recentes notícias sobre Dias Loureiro e as suas amizades pessoais vindas a público em Espanha; não tenho provas, não sou investigador, juíz, nem adivinho! E, como qualquer bem senso o dita, somos inocentes até prova em contrário. Essa noticia foi, isso sim, o clique para eu fazer estas deambulações de mero caracter metafórico-literário sobre um assunto que é bem real, e bem sério, mas sem querer acusar quem quer que seja.
Nota final: vale bem a pena ouvir: "Nos Barracos da Cidade", de Gilberto Gil; em poucas palavras diz quase tudo!!!
Mas que há ligações que em nada são inocentes, isso há! E que há paraísos fiscais empanturrados de dinheiro fácil e sujo, isso há! E que há gente poderosa que não olha a meios para satisfazer os seus desejos de riqueza, nem se preocupa muito com as dúbias personalidades com quem se envolvem, isso há! Está tudo bem documentado, quer através de investigações judiciárias, quer através de investigações jornalistícas. E se há condenações de facto, essas são, com toda a certeza, menores do que as que seriam possíveis e necessárias para limpar a sujidade entranhada. E cada um pode tirar as suas conclusões, sem risco de vir a ter hipotéticos problemas com a justiça se se mantiver caladinho!!!
Não, isto nada têm que ver com as recentes notícias sobre Dias Loureiro e as suas amizades pessoais vindas a público em Espanha; não tenho provas, não sou investigador, juíz, nem adivinho! E, como qualquer bem senso o dita, somos inocentes até prova em contrário. Essa noticia foi, isso sim, o clique para eu fazer estas deambulações de mero caracter metafórico-literário sobre um assunto que é bem real, e bem sério, mas sem querer acusar quem quer que seja.
Nota final: vale bem a pena ouvir: "Nos Barracos da Cidade", de Gilberto Gil; em poucas palavras diz quase tudo!!!
8.2.05
NEGÓCIOS DA CHINA
A Comunidade dos Irmãos Unidos no Mistério Escondido –CIUME, vai pensar (o que já dá que arrepiar) em voltar a andar de mão dada com a Amiga da Onça e, pela compra de umas bombitas de carnaval, vender-lhes umas bombas mais carotas. Coisas do alheio dirão. Pois... até me faltam as palavras para descrever o meu estado de espírito inquieto, e ansioso. Espero que não me falte o ar, nunca! Bem como a sanidade toda!
29.1.05
1945-2005
Lembrar Auschwitz deveria ser uma grande oportunidade, também, para lembrar a continuação do holocausto -mais ou menos silencioso- que roubou, e continua a roubar, a vida a muitos milhões de seres humanos, incluindo milhões de crianças. O que me choca, tanto como a solução final nazi (e vi já muitas dezenas de horas de documentários para tentar perceber melhor esta miserável humanidade...) é que depois (para não falar do antes) ele continuou, silencioso e metódico, à escala mundial, a ceifar nos campos da morte africanos, sul-americanos, asiáticos e europeus. Fica, pois, o lema “Nunca mais” amarrado exclusivamente aos horrores do macabro regime nazi. E ficamos nós, talvez, de consciência mais limpa no depois...
Queria que houvesse, então, a coragem para dizer: «Nunca mais é um desejo distante, não uma certeza presente!»
Nunca tivemos tanta informação para nos permitir perceber que o futuro é, mais do que nunca, uma bomba relógio em vias de implosão. E nunca, como hoje, houve tanta apatia, tanta bestialidade, tanta destruição (e extinções maciças de outras espécies) tanta estupidez, tanta cegueira e tanta abundância. Será caso para perguntar: «Estamos nós assim tão mal?»
Queria que houvesse, então, a coragem para dizer: «Nunca mais é um desejo distante, não uma certeza presente!»
Nunca tivemos tanta informação para nos permitir perceber que o futuro é, mais do que nunca, uma bomba relógio em vias de implosão. E nunca, como hoje, houve tanta apatia, tanta bestialidade, tanta destruição (e extinções maciças de outras espécies) tanta estupidez, tanta cegueira e tanta abundância. Será caso para perguntar: «Estamos nós assim tão mal?»
25.1.05
ISTO ERA... PARA SER DIFERENTE!!
Os Estados Unidos da América viram-se, após o desmembramento da União Soviética, como a única potência mundial; capaz de mandar e fazer. E tudo andou, mais ou menos, adormecido no sono dos deuses loucos até ao violento acordar numa manhã de Nova Iorque. A partir daí, acordaram os americanos para o potencial do seu poder militar –para o bem... e para o mal. E acordou o resto do mundo a olhar, lá de baixo e cabisbaixos, para o monstro no seu estertor. A terra tremeu, o mundo chorou, cantou e festejou. Os políticos jogaram os seus trunfos todos e, nada restou para além da amalgama humana; retocada, distorcida, contorcida e sem norte.
Tudo isto a propósito das andanças do circo Fraterno pelas terras, cada vez mais áridas, do cultivo excedentário. E das apostas constantes no cavalo errado: gastam-se fortunas em apostas múltiplas e heréticas.
Guiamos o poder pela contramão, derrubando troncos de árvores e de humanos.
Obramos do alto e limpamos o rabo com a mão mais à mão.
Olhamos o sol quando este se esconde por detrás da lua.
Marchamos ao ritmo da moda.
Corremos ao ritmo da fórmula mágica.
Gastamos o tempo que temos e hipotecamos o resto... prá vida eterna.
Andamos ansiosos por descobrir a felicidade.
Abrimos as janelas para ouvir melhor os pássaros que não regressaram na primavera.
Vamos a votos como se fosse para uma tranfusão de sangue desnecessária.
Colocámos o lixo, cada vez mais embebecidos por nuances eco-modais, nos saquinhos e esquecemo-nos de escrever o endereço do destinatário, e de colar o selo correspondente.
Tudo isto a propósito das andanças do circo Fraterno pelas terras, cada vez mais áridas, do cultivo excedentário. E das apostas constantes no cavalo errado: gastam-se fortunas em apostas múltiplas e heréticas.
Guiamos o poder pela contramão, derrubando troncos de árvores e de humanos.
Obramos do alto e limpamos o rabo com a mão mais à mão.
Olhamos o sol quando este se esconde por detrás da lua.
Marchamos ao ritmo da moda.
Corremos ao ritmo da fórmula mágica.
Gastamos o tempo que temos e hipotecamos o resto... prá vida eterna.
Andamos ansiosos por descobrir a felicidade.
Abrimos as janelas para ouvir melhor os pássaros que não regressaram na primavera.
Vamos a votos como se fosse para uma tranfusão de sangue desnecessária.
Colocámos o lixo, cada vez mais embebecidos por nuances eco-modais, nos saquinhos e esquecemo-nos de escrever o endereço do destinatário, e de colar o selo correspondente.
Descansamos ao fim-de-semana como se fosse o fim-do-mundo.
Procriamos como se fosse, ora uma competição, ora uma conspiração.
Fazemos juras de amor, cada vez mais, sem testemunhas eclesiáticas e/ou notariais.
Divorciamo-nos mais do que nos casamos.
A economia não é a responsável se for responsável.
Amanhã é dia de trabalho e eu gosto de dormir de manhãzinha.
E quem acredita que o poder é eterno, não terá longevidade suficiente para patentear tamanha descoberta científica.
Procriamos como se fosse, ora uma competição, ora uma conspiração.
Fazemos juras de amor, cada vez mais, sem testemunhas eclesiáticas e/ou notariais.
Divorciamo-nos mais do que nos casamos.
A economia não é a responsável se for responsável.
Amanhã é dia de trabalho e eu gosto de dormir de manhãzinha.
E quem acredita que o poder é eterno, não terá longevidade suficiente para patentear tamanha descoberta científica.
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